sábado, 2 de junho de 2018

Pintura em tela do artista visual Carlos Holanda

Pintura em tela do artista visual Carlos Holanda - série #músicos










Características do estilo cubista

Cubismo é um movimento artístico que surgiu na França no começo do século XX. As obras cubistas buscavam representar elementos da natureza através de formas geométricas, principalmente as cúbicas. 
Assim, o estilo cubista se opunha ao realismo das imagens que eram retratadas durante o Renascimento, por exemplo. Os princípios que definem a arte cubista estão presentes tanto nas artes plásticas como também na literatura. 
Para entender melhor a essência desse movimento, confira algumas das suas principais características na arte:

Valorização das formas geométricas e fragmentadas


                                                          Menina com bandolim (1910), Pablo Picasso

Como o próprio nome do movimento sugere, o Cubismo tem como principal característica o uso de formas da geometria como componente de destaque nas obras.
O artista cubista busca a simplificação do mundo em suas pinturas e, para isso, se apropria de cubos, cones, cilindros e outras formas geométricas com linhas retas e simples.
Esse figurativismo geometrizado não deve ser confundido com a arte abstrata, pois ao contrário desta, nas obras cubistas as formas possuem um certo nível de identificação. 
No cubismo sintético, por exemplo, as figuras são facilmente associadas com objetos ou pessoas, mesmo sendo construídas a partir das formas geométricas.

Uso de "rimas plásticas"

A Guitarra (1913), Pablo Picasso

Ao contrário da proposta do Cubismo Analítico, que buscava fragmentar ao máximo as figuras reais, o Cubismo Sintético procurava reconstruir as imagens fragmentadas, tornando-as mais reconhecíveis. 
Para isso, a técnica da colagem começou a ser aplicada como um dos métodos mais usuais na composição dessas obras. O artista introduzia recortes de jornais, revistas e pedaços de outros materiais (madeira, vidro, metal, etc) na pintura, mesclando texturas e formas para a produção de seus trabalhos.
A intenção da colagem seria transportar a interação entre o observador e a obra para além do campo visual, despertando também sensações táteis nas pessoas.
Guernica (1937), Pablo Picasso

Predominantemente durante a primeira fase do cubismo (Analítico), os artistas buscavam apresentar os diversos ângulos e perspectivas da obra ao mesmo tempo e sob um mesmo plano. 
O objeto tridimensional era fragmentado, representado em formas geométricas e sobreposto para a criação da ilusão de uma tridimensionalidade. 
A construção das imagens a partir da junção sobreposta desses fragmentos transmite, para o artista, a sensação de estar a "esculpir" a pintura. A partir disso surge o conceito de pintura escultórica, que também define vários trabalhos do movimento cubista.

Predominância de cores monocromáticas e opacas

                                           Violino e Candelabro (1910), Georges Braque

Alguns dos principais nomes do Cubismo Analítico, como Pablo Picasso, por exemplo, caracterizavam as suas obras pelo uso de cores escuras e monocromáticas, como o marrom, cinza, preto, verde, ocre e bege. 
A palheta de cores era muito limitada, sendo que em alguns trabalhos a diferença estava apenas entre as diferentes tonalidade de uma mesma cor. 
Vale ressaltar que a inspiração para o uso dessa seleção restrita de cores está na arte africana, que influenciou os trabalhos de Cézanne e Picasso (os principais precursores do Cubismo).
Com o progresso do movimento, passam a ser utilizadas cores mais quentes e vivas nas obras cubistas. O principal responsável por essa mudança foi Juan Gris, o "criador" do Cubismo Sintético.

Obra como um "exercício mental"

Seated female nude (1910), Pablo Picasso

O Cubismo, em especial o analítico, não se limita a retratar a natureza da forma que se apresenta na realidade, mas sim uma ideia abstrativa conceitual dos objetos que nela estão inseridos.
Por esse motivo, as obras cubistas podem ser consideradas um "exercício mental" para o observador, que precisa interpretar a imagem que se apresenta fragmentada e sobrepostas por diferentes figuras da geometria.

Retratação do primitivo

Os artistas precursores do Cubismo foram fortemente inspirados pela arte africana, principalmente a ideia de síntese dos elementos e o uso monocromático de algumas cores restritas.
É possível ver referências diretas às máscaras africanas e ao conceito do primitivismo em vários trabalhos de Paul Cézanne, durante o chamado "cubismo pré-analítico" ou "cubismo cézanniano". 
Outro trabalho que mostra a essência dessa característica para o movimento cubista é Les Demoiselles d'Avignon, de Pablo Picasso. Na cena retratada pelo artista estão mulheres de um bordel em Barcelona, sendo que algumas aparecem usando máscaras de tribos africanas.

Influenciado pela Teoria da Relatividade

O movimento cubista surgiu em meio a um período de grande revoluções na área científica. No início do século XX, por exemplo, o mundo estava admirado com a Teoria da Relatividade de Albert Einstein (1879 - 1955). 
O físico defendia a ideia da existência de uma quarta dimensão, o tempo-espaço, alterando a tradicional concepção de universo tridimensional que se tinha até então.
Para os artistas cubistas, em especial Pablo Picasso, as suas obras não se prendiam na convencional noção de espaço e, por isso, via nas teorias de Einstein uma grande inspiração para o conceito que aplicava em seus trabalhos. 
Fonte: significados.com.br




Características do estilo realista

Realismo foi um movimento artístico surgido na França no século XIX, no período da Revolução Industrial, que teve grande influência na produção artística desse período. Mais tarde o movimento alcançou outros países da Europa e o Brasil.
O realismo teve manifestações artísticas em várias áreas, como arquitetura, teatro e escultura. Mas foi na pintura e na literatura que o movimento teve mais expressão.
Conheça as características mais marcantes do realismo:

1. Retratava os problemas e as desigualdades sociais


Essa é uma das características mais marcantes desse movimento artístico. A obra produzida nesse período retratava a realidade da vida em sociedade. As transformações sociais e políticas que aconteceram no períodos e as desigualdades sociais que surgiram a partir disso foram os temas mais presentes no realismo.
A preocupação com a retratação da realidade foi resultado do momento histórico do movimento, que surgiu durante o período da industrialização, na Revolução Industrial.
Uma das grandes consequências desse período foi a clara divisão que passou a existir entre a classe burguesa e a classe dos trabalhadores (proletariado). A partir da industrialização os trabalhadores passaram a deixar o trabalho no campo para buscar trabalho nas fábricas nas grandes cidades.
Ao mesmo tempo que a burguesia passou a viver melhor com o aumento da produção, os trabalhadores viviam em más condições de vida e com baixos salários nas cidades. 
Gustave Courbet (1819-1877), Jean-François Millet (1814-1875) e Théodore Rousseau (1812-1867) foram alguns dos pintores que retrataram a realidade social em suas obras.

2. Era uma forma de oposição ao romantismo

O realismo, como o próprio nome indica, demonstrava os aspectos mais reais dos acontecimentos e das pessoas. Por ter surgido depois do período do romantismo deixou clara a diferença que existia entre esses dois movimentos artísticos.
Ao contrário do romantismo, que tinha características mais subjetivas, o realismo era mais muito mais objetivo e voltado a exibir a realidade da maneira mais verdadeira possível. Não existiam as idealizações que são tão marcantes no romantismo. Os heróis românticos e sonhadores, que eram idealizados e exaltados no período do romantismo, deram lugar ao protagonismo das pessoas mais comuns e reais.
As diferenças em relação ao romantismo eram bem claras, tanto na pintura como nas obras de literatura. O maior comprometimento era demonstrar a realidade da vida em sociedade e a humanidade dos personagens retratados.

3. Criticava a Igreja Católica e a burguesia

Outra característica muito presente no realismo é a crítica direcionada principalmente à burguesia e à Igreja Católica.
Como o realismo foi um movimento mais atento à realidade e à análise crítica da sociedade, o comportamento da burguesia também foi muito criticado na obra produzida durante o período. A principal crítica era ao enriquecimento burguês que era resultado da exploração do proletariado.
Da mesma maneira, a doutrina e alguns posicionamentos da Igreja Católica passaram a ser um assunto muito presente na obra do período. 

4. Análise mais psicológica do comportamento humano


No realismo, principalmente na literatura, começaram as ser exibidas as características psicológicas dos personagens, que dava a eles uma personalidade mais real. Eram demonstrados os aspectos mais reais, como os defeitos, qualidades, dúvidas e fraquezas que eram comuns a qualquer ser humano.
Os problemas nas relações entre as pessoas, os conflitos morais e pessoais também foram muito presentes na literatura realista.
Essa característica é marcada principalmente pela presença de um narrador, muitas vezes na terceira pessoa, que apresenta as características e os conflitos emocionais vividos pelos personagens. Além disso, o uso quase excessivo de detalhes na descrição dos personagens e das situações dava um aspecto mais real aos comportamentos descritos.
São consideradas as primeiras obras literárias representantes do realismo: Madame Bovary (do francês Gustave Flaubert) e Memórias Póstumas de Brás Cubas (de Machado de Assis).

5. Visão científica dos acontecimentos

O realismo corresponde a um período em que existiram grandes avanços no campo da ciência e da tecnologia e isso refletiu muito na arte que foi produzida na época. A teoria evolucionista criada por Charles Darwin e o surgimento de máquinas a vapor são exemplos.
Dessa maneira, a visão mais crítica da sociedade, a partir dos avanços registrados na época passou a ser uma presença constante no realismo. A visão da evolução da ciência e das pesquisas influenciou na observação mais crítica dos acontecimentos sociais e políticos para a sociedade.
Além disso, o realismo retratou a influência dos avanços tecnológicos na sociedade, como a diminuição e a piora das condições de trabalho a partir da entrada das máquinas nas linhas de produção, que foi uma forte consequência da Revolução Industrial.
Fonte: significados.com.br

Características do estilo barroco

A arte barroca surgiu na Itália e se consolidou a partir do século XVII na Europa e América. Este movimento se inspirou nas obras artísticas da Antiguidade clássica e buscou restituir a força da Igreja Católica, abalada pela Reforma Protestante. 
O barroco se manifestou nos mais diversos campos da arte, como a pintura, a arquitetura, a música, esculturas, etc. Tendo cada campo a sua particularidade em relação ao estilo, reunimos algumas das principais características que englobam esse movimento artístico.

1. É uma 'ferramenta' da Contrarreforma


O movimento barroco emergiu como forma de oposição a Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero em meados do seculo XVI. 
Além disso, o principal objetivo da arte barroca foi ajudar a preservar os ideais teocentristas (Deus como centro do Universo) que eram fortes durante a Idade Média, mas que se opunham a lógica defendida pelo Renascimento. 
Assim, com o patrocínio do clero e dos monarcas, os artistas barrocos começaram a criar obras sacras onde a temática estava quase sempre direcionada para as emoções humanas e sua espiritualidade. Em suma, representava a relação que este mantinha com o divino, sob o ponto de vista da Igreja Católica.

2. Dualidade entre os prazeres do corpo e a espiritualidade


O constante conflito entre os "prazeres mundanos" defendidos pelos renascentistas e a devoção divina pregada pela Contrarreforma estava sempre presente nas obras dos artistas barrocos.
De acordo com o barroco, as pessoas não podiam viver em equilíbrio entre as vontades de Deus e do homem. Era preciso escolher um lado. Isso fazia com que um sentimento de grande angústia se acomodasse nos artistas barrocos, que gozavam dos prazeres mundanos, mas depois procuravam, desesperadamente, o perdão de Deus. 
Essa dualidade é retratada em várias obras desse estilo, principalmente em esculturas e pinturas. A representação de episódios de passagens bíblicas e o cotidiano da nobreza (principal financiadora do movimento) são alguns exemplos de temáticas recorrentes.

3. Cultismo e Conceptismo

Estas são duas características estilísticas do barroco literário, representando os principais formatos de construções estéticas das obras.
O Cultismo (também conhecido por Gongorismo) é caracterizado por reunir um vocabulário rebuscado, extravagante e culto. Além disso, também apresenta um grande apelo as figuras de estilo (com destaque para as metáforas complexas e as hipérboles) e aos jogos de palavras.
O poeta Gregório de Matos (1636 - 1696) é um dos principais exemplos de artistas da literatura barroca que adotava a estética cultista em seus textos poéticos.
O Conceptismo (também chamado de Quevedismo), por sua vez, caracteriza-se pela construção textual lógica, focado na retórica, ou seja, com o propósito de ensinar ou convencer o leitor através de argumentos racionais. 
Este estilo é mais comum nas prosas e é marcado pelo jogo de ideias e conceitos, enquanto que o Cultismo é usado em poesias e se caracteriza pelo "jogo das palavras". 
O escritor Padre Antônio Vieira (1608 - 1697) é tido como o principal representante da prosa conceptista.

4. Sombras e luzes: a valorização do contraste


Na artes plásticas, o movimento barroco é caracterizado pela presença do contraste criado entre sombra e luz. Esse jogo de cores contrastantes é um reforço a ideia do dualismo presente nas temáticas abordadas pelo barroco: o bem e o mal, Deus e o Diabo, o corpo e o espírito, etc.
O contraste nas obras barrocas ainda ajudava a acentuar o realismo e o tom dramático, sombrio e, por vezes, pessimista que estas possuíam. Além disso, essas técnicas surtiam efeitos ilusórios na obra, que serviam como um reforço para o propósito de transmitir emoções.

5. Obras rebuscadas e ricas em detalhes


Outra particularidade da estética barroca é a riqueza de detalhes, principalmente nas esculturas e trabalhos arquitetônicos. Formas curvilíneas, colunas retorcidas e diversos pormenores decorativos são comuns nas obras inseridas no movimento barroco.
A expressividade dramática é outra característica deste estilo artístico, marcado por feições humanas exageradamente emocionadas, transmitindo principalmente a sensação de tristeza e sofrimento.
A arte barroca, com destaque para a arquitetura, é marcada essencialmente pela complexidade. Elementos simbólicos e alegóricos, com relevos, curvas e traços com movimentos exagerados também são marcas do estilo.
Entre os materiais explorados para a confecção das obras barrocas, pode se destacar o ouro, mármores coloridos e outras pedras decorativas.

6. Emoção sobre a razão


A arte barroca prioriza a ênfase nas feições, destacando ou exagerando a transmissão das emoções. Desta forma, a partir da teatralidade dos movimentos espetaculosos, cria-se o dramatismo que é típico deste movimento artístico.
Um dos objetivos dos pintores barrocos era despertar emoções em quem contemplasse as suas obras. Este meio era alcançado justamente através do sobrecarregamento dramático dado aos trabalhos, principalmente ao usar algumas das técnicas anteriormente mencionadas (sombras e luz, por exemplo).

7.  Valorização estética 

Por fim, destaca-se a predominância da valorização dada ao aspecto estético da obra, sendo o seu conteúdo menos significativo do que a sua aparência, em alguns casos.
Por ter a preocupação de transparecer uma riqueza de detalhes e exageros na sua forma estética, a arte barroca, nos seus diversos campos, pode não apresentar esse mesmo nível de complexidade no que diz respeito ao conteúdo das obras.
Ao contrário da prosa conceptista da literatura barroca, as demais obras eram direcionadas para o despertar das emoções através do rebuscamento visual. Não há a necessidade de desenvolver uma lógica racional no trabalho barroco, visto que este desejava alcançar a fé do observador por meio da emoção.
Fonte: significados.com.br





sexta-feira, 1 de junho de 2018

Fantasmas existem?

                                                                      Foto web divulgação

Na parada, um rapaz bem afeiçoado com pouco mais de vinte anos aguarda seu ônibus. Nesse exato momento, uma garota linda e bem vestida aproxima-se dele. A condução chega e os dois entram. Sentam-se lá atrás, um ao lado do outro. Vão para a balada.
É uma sexta feira e já passa das 23 horas. Um Senhor de idade avançada e barba por fazer, observa o rapaz que conversa, pergunta o nome dela, para onde vai e se tem namorado. Não demora muito e chegam ao destino. Antes que ele – o rapaz – desça do ônibus, o velho pergunta – com quem você conversava e gesticulava tanto?
– Com a garota que estava comigo, o Senhor não viu?
– Que garota meu jovem? Não havia ninguém ali. Só você conversando só.
– Ah, então o Senhor quer dizer que sou louco? Ali está ela me esperando – e enquanto o rapaz apontou para a moça e virou-se para o velho, percebeu que também não havia ninguém no ônibus a não ser ele, o cobrador e o motorista. Arrepiou-se todo, gelou a espinha e foi embora quase correndo.
Carlos Holanda

Colecionador de amigos

                                                                 Foto web divulgação

Chaveiros, carrinhos, moedas, bonecos de séries, canecas, canetas, carros antigos, armas, selos, obras de artes e cédulas são objetos de consuma e de estima entre outros de muita gente mundo afora.
Tem alguns desses itens que eu coleciono. Divirto-me com isso.
Algumas pessoas não dispõem de tempo e tampouco de sensibilidade, ou capital para colecionar objetos. Aliás, o valor nem sempre está no objeto, mas, no apreço; está na relação de amor, na afeição que a pessoa tem a ponto de não querer se desfazer.
Entre todas as coisas do mundo, a melhor coleção que um indivíduo pode ter é a de amigos. Isso é impagável.
Preservar amizades é fundamental.
Carlos Holanda

Ato de loucura

Foto web divulgação

Recém-casados decidem passar o final de semana no sítio da família. Ajeitam as malas no carro e ganham a estrada. É uma viagem tranquila e até romântica.
A casa é suntuosa. Tem paredes e portas de vidro fumê na frente. O caseiro hoje está de folga. Nada os incomodará, pelo menos por enquanto.
O dia passa. A noite chega. As luzes do quintal estão acesas. Ela vai para o chuveiro. Ele deita-se de frente para o quintal e vê a lua refletida na piscina. De repente, um barulho na porta da cozinha. Era como se alguém batesse pedindo para entrar e ele vai averiguar. Para sua surpresa é um filhote de doberman, a coisa mais linda. O rapaz o afaga, mostra para a esposa e os dois decidem que naquela noite o cachorrinho dormirá na sala.
O casal vai para a cama e dorme. A porta do quarto ficou entreaberta e pouco tempo depois um enorme cão se projeta e rosna acordando-os.
– Santo Deus! Mas o que é isso? - Indaga o homem que, automaticamente saca uma arma da gaveta do criado mudo e dispara contra o animal. O cachorrão desvia-se como se fora ensinado e ataca ferozmente. Morde a mulher na jugular e só falta estraçalhar. Depois e rapidamente some do local.
Há sangue espalhado nos lençóis e no chão. As marcas de tiro estão evidenciadas nas paredes e na cama.
Vizinhos que ouviram a sequência dos disparos avisam à polícia. Pouco tempo depois as viaturas chegam ao local e os policiais o prendem pela morte da esposa. O marido nega o crime e afirma que foi um cachorro negro, gigante, que a estrangulou, mas a polícia não vê nenhum animal na casa e afirma que ele – o rapaz – não satisfeito em tê-la mordido no pescoço ainda desferiu três tiros na vítima.
– As provas são suas digitais, DNA na saliva e no sangue, cápsulas deflagradas e a arma do flagrante – disse o detetive.
Carlos Holanda

O tesouro de Cristina

                                                               Foto web divulgação

Os pais de Cristina eram arqueólogos e se conheceram em um sítio arqueológico, numa dessas pesquisas em busca de relíquias. Encontraram um baú que mais parecia uma tumba e deram um jeito de leva-lo para casa. Algum tempo depois, levaram-no para uma cabana de sua propriedade afastada da cidade.
O destino é cruel em certos casos. O casal morreu em um acidente de carro quando iam voltar para casa e foram sepultados no terreiro da cabana. Provavelmente uma maldição os engoliu. Não tiveram tempo de abrir a grande caixa de madeira envelhecida pelo tempo.
Um ano depois, Cristina manda celebrar uma missa para seus pais e logo após, decide ir até a cabana para acender umas velas em sua intenção. A moça não sabia da existência do baú. Era um segredo absoluto mantido pelos pais, mas, curiosa, ela resolve dar uma olhada em tudo quanto é objeto mantido ali.
No canto empoeirado, coberto com lona e cercado por teias de aranhas, está o enorme baú. Cristina consegue abri-lo, e dentro encontra uma maleta folheada a ouro.
– Meu Deus! É um tesouro! – exclama a moça. E com muito trabalho, usando alicate, martelo e uma pequena alavanca consegue abrir. Para sua surpresa, uma cortina de fumaça esverdeada toma conta do ambiente e logo uma voz rouca sussurra – Venha! Estava esperando por você para me libertar em seu corpo.
Cristina foi sugada para dentro da caixa de ouro, e assim, esperará alguns anos para ser libertada também.
Carlos Holanda

Crimes perfeitos?

Imagem web - meramente ilustrativa

A cidade está em pânico e de luto. Um serial killer frio e calculista vira notícia e cai na boca do povo há um ano. Sete mulheres foram assassinadas brutalmente. A polícia investiga os vários casos, mas, o facínora não deixa pistas.
Na penumbra da boca da noite em uma ruela, o assassino que já seguia uma loira – sim, ele só mata mulheres brancas e ruivas, talvez seja por alguma frustração de infância – consegue mais uma vez satisfazer seu desejo sórdido com alto grau de perversidade: matar e escalpelar a moça.
Quando já havia terminado seu “trabalho”, ouve um barulho, uma lata de refrigerante que foi chutada sem querer por alguém. Um cachorro late distante. Ele se assusta ao perceber que pode ser uma testemunha. E é. Uma garota negra que voltava da escola o vê claramente com o escalpo da moça nas mãos ensanguentadas. O mal elemento usa frequentemente estilete, mas, não anda desarmado, então, pela distância, saca um revólver e atira. A moça cai. E ele corre para certificar-se de que a matou. Acertou na perna. Atira mais uma vez e é interrompido pela sirene de uma viatura que por ali passava ocasionalmente. O bandido foge, enquanto os policiais vão socorrer a vítima. Não dava para persegui-lo, uma vez que a prioridade era chamar uma ambulância e verificar o cadáver da outra mulher.
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Não existe crime perfeito. Cedo ou tarde os bandidos caem nas garras da justiça e vão para detrás das grades.
O erro cometido foi pensar que a garota negra havia morrido, e isso não aconteceu. Quando ela se recuperou, ainda no leito do hospital, descreveu o meliante como ela viu e logo foi providenciado um retrato falado, além do mais, os policiais viram o assassino e calcularam seu peso, altura e constataram o mesmo modus operandi, daí em diante e em poucos dias descobriram a identidade do serial killer e o prenderam.
Ninguém está seguro, mas esse, não terá advogado que o tire da cadeia. Apodrecerá no xilindró.
Carlos Holanda