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terça-feira, 15 de setembro de 2020
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
Francisco de Holanda
Pesquisa: Francisco de Holanda, que dá nome a um dos maiores aglomerado de escolas de Portugal, originalmente Francisco d'Olanda, (Lisboa, 6 de setembro de 1517 - Lisboa, 19 de junho de 1585) foi um humanista, arquitecto, escultor, desenhista, iluminador e pintor português. Considerado um dos mais importantes vultos do renascimento em Portugal, também foi ensaísta, crítico de arte e historiador. Já acredito que nessa árvore genealógica tenha algo a ver comigo, com minhas origens. Aí está uma de suas obras.
Nossa Senhora de Belém e discesa de Cristo ao limbo, 1550-53
segunda-feira, 2 de março de 2020
A Conquista do reino 2
A Conquista do Reino
O treinamento de Elias e
Michel
Aldeia Alta não é um nome
bonito, até porque a aldeia é numa superfície plana. Mas o local em si é
bonito. É cercado por árvores frondosas. Tem alguns animais no pasto. Joshua
cuida muito bem de sua pequena propriedade. Acorda cedo, cuida da lavoura, dá
comida aos porcos e galinhas. Alimenta os três cavalos e o rebanho de ovelhas.
Vive em tese, satisfeito com a vida. Joshua tem dois filhos e uma menina adolescente
e é amado por sua mulher.
–– Acorda Elias! Os galos já
cantaram umas dez vezes!
–– Bom dia! Eu já estou
acordado faz tempo! Só estava achando bom esse friozinho aqui!
–– Estás lembrado que hoje é
dia de treinamento?
–– Sim! Pai Joshua!
–– Pois levantas e vais
tomar o café! A Madalena fez um bolo de milho que é uma beleza!
–– Sim, senhor! Obrigado!
Depois do café da manhã,
Joshua monta o cavalo branco e ordena que Elias e Michel, seu filho, façam uma
corrida longa até o topo da montanha, que por sinal é muito distante. Ele os
deixa lá, e avisa aos dois jovens para voltarem antes que o cabrito seja
colocado para assar ou ficarão sem comer. Mas não é só isso. Assim, ficaria
fácil demais. Os dois homens terão que encontrar ninhos de pássaros e cada um
terá que trazer um ovo inteiro, enquanto ele – Joshua – matará o cabrito, tirará
o couro, tratará, temperará e porá para assar na fogueira.
Joshua cavalga à frente dos
jovens até chegar ao ponto que ele quer que comece o pequeno desafio. Então,
galopa rápido de volta para casa.
Depois de quase duas horas,
Elias chega cansado com um ovo na mão e entrega a Joshua. Minutos depois
Michel, também cansado e suado, entrega outro ovo ao pai.
–– Muito bem! Os dois estão
pensando que cumpriram a missão.
–– E não cumprimos pai?
–– O que falta agora? –
indaga Elias.
–– Bem, se eu chegasse aqui
e não encontrasse meus filhos e a Madalena me dissesse que eles haviam sido
sequestrados, o que eu faria?
–– O senhor iria nos
procurar!
–– Muito bem Michel! Eu
iria! Mas os pássaros não entendem a humanidade! Esses ovos estavam nos ninhos
para serem gerados! Provavelmente já existe um embrião aí dentro!
–– Os pássaros nem darão
pela falta!
–– Eles podem não saber
contar. Mas sabem por instinto quantos filhotes estão no ninho.
–– E o que devemos fazer
agora? – indaga Elias.
–– Vocês vão voltar correndo
e devolver aos ninhos, sem quebrar e sem me enganar. Pois se mentirem para mim,
estarão mentindo para vocês mesmos.
–– Pai nós acabamos de
chegar. Estamos cansados!
–– A vida exige sacrifícios.
E vocês são novos. Entendam que numa batalha, às vezes, a vitória está na
resistência e não no ataque. Agora vão!
–– Está certo! Mas, pai, e o
cabrito que o senhor prometeu para o almoço? Cadê?
–– Era só um artifício para
acelerar o desafio, a motivação. Quando vocês chegarem, matarão e prepararão
para a gente comer. Vão, vão! Já vai dar meio dia! Além do mais, quem vai dar
banho nos cavalos?
(...)
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Espelhos e vampiros
Algumas culturas acreditavam que os espelhos refletiam uma "natureza interior", ou a alma da pessoa.
Esta crença antiga está na origem da lenda segundo a qual vampiros e outros demônios não têm reflexo no espelho - o que aconteceria pelo fato desses seres, mortos-vivos, não terem uma alma.
10 expressões nordestinas para rir
O nordeste é uma das regiões mais bonitas do Brasil, não só por suas belezas naturais mas, também, por sua incrível cultura. Os cordéis, os repentes, maracatu, frevo, as festas, num geral, todo o folclore nordestino é um universo encantado, muito diferente de qualquer outra região do país.
Por causa do tamanho de nosso território nacional, assim como a cultura a língua portuguesa se difere nas mais variadas formas. Da mesma maneira que cada região tem suas peculiaridades, o nordeste possui as suas, a melhor parte é que são um povo bem humorado e de bem com a vida!
1. Amarrar a cabra

No momento em que estão numa festa de arromba e estão com vontade de beber muito, ou quando estão contando sobre uma festinha que foram e encheram a cara.
2. É pai d'égua

Aconteceu alguma coisa muito legal, bacana, massa, porreta, arretada... É pai d'égua é a expressão usada pelos nordestinos quando querem dizer que gostaram muito.
3. Gota serena

A pessoa está super feliz e contente, pulando de alegria... é desse jeito que vão te chamar lá pelas bandas do nordeste se você ficar assim.
4. Infeliz da costa oca

É o melhor jeito de xingar um "malandro" que tentou ou te passou a perna. Se refere às pessoas que possuem mau caráter.
5. Língua trelosa

Você é um engraçadinho? Daquelas pessoas que adoram fazer piadinhas e brincar com as pessoas? A zoação é seu sobrenome? Então, com certeza, você é um língua trelosa.
6. Sujeito pirangueiro

Saiu com uma turma de amigos e mais amigos dos seus amigos apareceram. Sempre tem aquele que sai de fininho ou não paga a parte que lhe é devida da conta. É aquela pessoa pão-dura, mão de vaca.
7. Quebrar catulé

Todo mundo jogando paint-ball, seu adversário está na sua mira e de repente a arma pifa. Aí você solta um grito, "quebrou catulé". Quer dizer que a arma falhou.
8. Rala-bucho

Conhecida por muita gente, essa expressão se refere à dançar forró. Faz sentido, afinal, os "bucho" precisam mesmo ficar encostadinhos.
9. Veneno do rato

Por incrível que pareça, é um elogio. Por exemplo, você acabou de comer e achou a comida deliciosa, aí fala: "essa comida é o veneno do rato".
10. Conversando miolo de pote

Estar com a família e os amigos é sempre muito bom, principalmente quando dá para colocar o papo em dia. Essas conversas à toa são as famosas conversas miolo de pote dos nordestinos.
Então pessoal, gostaram dessas expressões? Conhecem mais alguma que não está aqui? O que elas significam? Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!
Extraído de fatosdesconhecidos.ig.com.brescrito por Júlia Marreto
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Os gatos na história
Desde tempos muito remotos, o homem constrói uma relação bastante peculiar com os animais que rondam o seu mundo. Em algumas culturas, certos animais são cultuados como deuses ou representam a origem de alguma importante divindade. Em outros casos, podem ter a sua simples presença associada ao aviso de um mau presságio ou a encarnação de algum tipo de maldição. No caso dos gatos, podemos ver que os dois tipos de olhar se aplicam a esse curioso felino.
Por volta de 10.000 anos atrás, os gatos surgiram nos grupos humanos sedentários com a função natural de exterminar os roedores que rondavam os estoques de grãos. Nessa mesma época, lendas hebraicas e babilônicas diziam que os gatos surgiram através do espirro de um leão. Provavelmente, esse tipo de explicação mítica adveio das semelhanças físicas e de comportamento observadas entre esses dois animais oriundos da mesma família biológica.
Os gatos na cultura egípcia
Entre os egípcios, esse grau de proximidade se estreitou quando várias divindades assumiam partes do corpo de um gato. Bastet, a deusa egípcia da fertilidade e do amor materno, era comumente representada por uma mulher com cabeça de gato. Observando os vários registros de imagem organizados pelos egípcios, podemos ver que os gatos perambulavam pela corte e não tinham cerimônia algum em se aproximar de qualquer indivíduo pertencente àquela civilização.
Demonização do animal
No desenvolvimento da Era Cristã, a boa relação com os gatos foi perdendo espaço para um verdadeiro processo de demonização do animal. Alguns estudiosos dizem que tal modificação aconteceu porque os pagãos cultuavam os gatos e, pouco mais tarde, porque os muçulmanos também tinham o animal em boa conta. Nos primórdios da Idade Média, as parteiras, que comumente carregavam a imagem de um gato, símbolo da deusa Bastet, foram proibidas de utilizar tal apetrecho.
Por volta do século XIII, a relação entre os gatos e as religiões pagãs logo se orientou para a construção de uma imagem demoníaca do animal. Em uma de suas várias bulas, o papa Gregório IX determinou que os gatos fossem terminantemente exterminados. A paranoia causada pela inquisição acabou tendo um preço elevado, já que a diminuição da população felina acabou ajudando na propagação dos roedores que transmitiram a Peste Negra em diversas regiões da Europa.
O gato como animal doméstico
Com o passar do tempo, essa visão mística e preconceituosa perdeu lugar para o prazer advindo da domesticação desses pequenos animais. A capacidade de associar independência e sociabilidade faz do gato um tipo de companhia agradável e, ao mesmo tempo, integrante. Em diversos textos literários esse animal é descrito por uma minúcia de virtudes que o colocam em uma posição privilegiada. Pelo visto, eles também conseguem ocupar o posto de “melhor amigo do homem”.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Arte e experiências de pintura corporal
Há tantas maneiras de ser humano. Como nós decoramos nossos corpos diz aos outros quem somos como indivíduos.
Em todo o mundo, muitas pessoas usam sua pele como tela viva, representando experiências passadas, bravura, status, beleza, proteção, fertilidade, mágico, transformações e conexões com outros reinos.
Esses tipos incríveis de expressão, desempenho e pertencente existem em dois mundos paralelos, um dos velhos rituais e tradições que nos distinguem como o ser humano, ea outra da arte do corpo como uma forma de arte contemporânea.
Pintura corporal é uma forma de arte corporal.
Ao contrário da tatuagem e outras formas de arte corporal permanente, a pintura do corpo é temporária, pintada na pele humana, e dura por um dia, ou no máximo (no caso de Mehndi, henna ou tatuagem temporária, tatuagens brilhantes) um par de semanas. A pintura do corpo que é limitada ao rosto é conhecida como pintura facial.
A arte corporal também é uma subcategoria de arte de performance, na qual os artistas usam ou abusam de seu próprio corpo para fazer suas declarações particulares.
Grande escala ou pintura de corpo inteiro é mais comumente referido como pintura corporal, enquanto menor ou mais detalhado trabalho às vezes pode ser referido como tatuagens temporárias.
Pintura Corporal
Toda sociedade importante, passada ou presente, tem ou teve sua própria cultura de arte corporal.
Os rituais são uma constante universal na sociedade humana. Começando com o início do desenvolvimento cultural humano, os rituais continuaram a ter espaço na sociedade, mesmo no mundo moderno.
Não há escassez de pesquisas sobre rituais e teorias sobre sua natureza.
Em todas as culturas, os rituais coincidem com grandes pontos de viragem da vida em relação ao indivíduo (nascimento, puberdade, casamento, morte).
A pintura corporal com argila e outros pigmentos naturais existiam na maioria, senão em todas as culturas tribais. Usado frequentemente durante cerimônias, esta forma antiga da expressão é usada ainda entre muitos povos indígenas do mundo hoje.
Outras formas de arte baseadas em rituais incluem tatuagens, piercing, nariz-orelhas-boca plugues, Mehndi, henna e escarificação.
Todos os tipos de arte corporal possuem grande significado nessas culturas.
A arte corporal é uma parte crucial da expressão social, espiritual e pessoal.
Rito de Passagem: cercam eventos miliários como puberdade, vinda de idade, casamento e morte:
A criança se torna adulta
Casamentos
Preparação para a guerra ou caça
O nascimento de uma criança
Rituais espirituais
Morte
Arte corporal também mostra a posição de uma pessoa em um determinado grupo.
Origem
Pintura Corporal
Sua origem, sua posição, símbolo de poder, o que você alcançou e experimentou, pode ser como um cartão de identificação, protege das forças do mal, mostra coragem e beleza, pode ser um ato de transformação, luto, conectando com os espíritos dos animais ou da terra, símbolo da fertilidade.
Nas últimas décadas, em alguns países como o Japão, tem sido também ligado à máfia e ao crime.
Alguns rituais estão relacionados com a preparação pessoal: um período de silêncio, sem atividades sexuais, isolamento, algumas tribos também têm de jejuar.
História da pintura do corpo

Pintura Corporal
A pintura do corpo é uma forma de arte que nos seguiu desde os tempos pré-históricos antigos, quando a raça humana nasceu, para os tempos modernos, onde o artista usa o corpo humano como uma lona inovadora que pode mostrar beleza humana como nenhum estilo de arte antes dele. Muitos acreditam que a pintura corporal foi a primeira forma de arte que foi usado por seres humanos, e evidência arqueológica está perto de apoiá-lo.
Registros de várias tribos antigas e modernas de África, Europa, Ásia e Austrália mostram registros claros de sua herança de pintura corporal.
Usando pigmentos naturais de plantas e frutas, as pessoas antigas decoraram-se com pinturas rituais, tatuagens, piercings, plugues e até cicatrizes.
De acordo com muitos historiadores, a pintura corporal era a parte importante da vida diária e espiritual, mostrando frequentemente suas qualidades internas, desejos para o futuro, imagens de deuses e muitos temas naturais ou de guerra.
Lá, a pintura do corpo foi aplicada frequentemente para casamentos, preparações para a guerra, mortes ou funerais, monstrando sua posição e classificação, e dos rituais da idade adulta.
Além de pinturas de corpo temporárias, muitas culturas usaram tinta de rosto ou permanente tatuagem que poderia mostrar muito maiores detalhes do que pinturas feitas de pigmentos naturais.
Todas essas tradições antigas viajaram lentamente com a ascensão da moderna civilização humana, conseguindo permanecer uma parte das tradições mesmo nos tempos modernos. Alguns exemplos de pinturas corporais dia modernos podem ser encontrados na Índia (onde noivas decorar-se com tatuagens) e tribos indígenas afro-americanos que usam pintura corporal para muitas das suas cerimônias religiosas.
A primeira aparência moderna da pintura de corpo inteiro surgiu em 1933, quando famoso inventor de cosméticos Sr. Max Factor causou confusão e perturbação com a sua exposição de modelo nua Sally Rand em 1933 na Feira Mundial de Chicago. O choque deste golpe de marketing público não conseguiu popularizar a pintura do corpo no oeste, mas trouxe à mente de muitos futuros artistas.
O uso generalizado da pintura corporal surgiu durante a década de 1960, quando artistas ocidentais se esforçaram para encontrar uma nova maneira de se expressar de uma forma que será sensacional e chocante. Seu momento veio com a formação do movimento hippie nos Estados Unidos, que aceitou a sexualidade, psicodelia e nudez como seu modo de vida. É importante notar, que a pintura corporal nem sempre é aplicada ao corpo feminino totalmente nu. Ele também pode ser aplicado para o menor pedaço de pele, de costas, mãos, peito e rosto.
Outra forma muito específica da pintura de corpo artístico é usado em movimento alternativo pintura que recebeu alguma tração durante a década de 1950 e 1960.
Nele, o artista aplicada pintura em (geralmente) modelos do sexo feminino, que, em seguida, abraçou tela de imagem e transferidos pintura sobre ele com o seu contato.
Este método foi popularizado principalmente pelo trabalho do artista francês Yves Klein (1928 – 1962), que é hoje considerado como um dos principais pioneiros da arte Performance.
Atualmente, a pintura corporal artística é uma forma aceita de arte alternativa em todo o mundo.
Hoje, a pintura corporal pode ser encontrada em várias formas. São ferramentas excelentes para ganhar a atenção pública no protesto político, e podem também ser encontrados como a ferramenta muito famosa para a fidelidade da propaganda em encontros do esporte.
Fonte: www.bella-volen.com/www.historyofcosmetics.net
Leia também Pintura Metafísica
terça-feira, 20 de agosto de 2019
A lenda da Iara
Iara era uma índia admirada pela sua beleza e também pelo fato de ser uma grande guerreira. Invejosos, seus irmãos resolveram matá-la, mas sendo uma guerreira habilidosa, consegue vencer a luta e é ela quem os mata.
Com medo de ser punida pelo pajé da tribo, foge. O pajé era seu pai, o qual após encontrar Iara resolve castigá-la lançando-a ao rio para que ela morresse, tal como seus irmãos.
No entanto, os peixes salvam a índia, a qual se transforma numa bela sereia que passa a habitar os rios da região da Amazônia. Atraindo os homens para lá, tenta afogá-los.
Segundo a lenda, quem consegue escapar, enlouquece e somente pode ser curado por um pajé.
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
A lenda do Curupira
O curupira é um anão forte e ágil de cabelos ruivos, presente nas lendas do folclore brasileiro.
A lenda do curupira diz que ele é o protetor das florestas, que mora na mata e vive fazendo travessuras.
Uma das principais características do curupira é possuir pés virados para trás. Dessa forma, ao caminhar, o curupira consegue enganar alguém que pretenda segui-lo olhando para suas pegadas. O perseguidor pensará sempre que ele foi na direção contrária.
Origem da Lenda do Curupira
Há controvérsias sobre a data de criação da lenda do Curupira. Contudo, o padre jesuíta espanhol José de Anchieta (1534-1597) escreveu sobre o personagem no XVI, denominando-o como “demônio que acometem os índios”.
Para os índios e os bandeirantes, o Curupira era considerado uma criatura perigosa, demoníaca, maliciosa, muito temida.
Isso porque esse personagem esteve associado a muitos casos de violência, abusos sexuais, rapto de crianças e horror psicológico.
Capaz de enfeitiçar as crianças, o Curupira as raptava e somente depois de sete anos elas eram devolvidas aos pais. Por isso, ficou conhecido como o mau espírito, disposto a assombrar as noites dos índios e dos bandeirantes.
História da Lenda do Curupira
O Curupira, conhecido como “demônio da floresta”, assobia e utiliza falsos sinais.
Ele reúne muitas histórias que envolvem mistérios inexplicáveis, por exemplo, o desaparecimento de caçadores, bem como o esquecimento dos caminhos.
Dizem que com seus pés virados para trás, o curupira engana e confunde as pessoas que danificam seu habitat, por exemplo, os caçadores, madeireiros, lenhadores, etc.
Esse personagem folclórico, que gosta muito de fumar e de beber pinga, não gosta de locais muito habitados e, por esse motivo, prefere viver nas florestas.
Uma característica e, talvez o ponto fraco do Curupira, é a sua curiosidade. Assim, a lenda adverte que para escapar de suas armadilhas, a pessoa deve fazer um novelo com cipó e esconder bem a ponta.
Muito curioso, ele fica entretido com o novelo e a pessoa consegue fugir. Até os dias atuais, para que não sejam incomodados pelo Curupira, muitos caçadores e lenhadores costumam oferecer-lhe pinga e fumo quando chegam à floresta.
Curupira e Caipora
Um dos mais destacados personagens do folclore brasileiro, a lenda do Curupira é conhecida e contada em diversos lugares do Brasil. Muitas vezes, ela pode ser confundida com outra, a lenda do Caipora.
O fato é que ambos têm os mesmos gostos e também possuem funções semelhantes. Os dois personagens gostam muito de fumar e de beber, são muito ágeis e, sobretudo, zeladores das florestas.
Importante destacar que ambas as palavras são de origem Tupi Guarani: Caipora (caapora), significa “habitante do mato”, enquanto Curupira (kuru'pir), significa “corpo de menino”.
Curiosidades
A lenda do Curupira varia muito de região para região. Assim, há lugares em que ele é representado por um duende, com orelhas grandes e pontudas. Em outros, ele não possui cabelo e aparece carregando um machado.
Em São Paulo, no Horto Florestal, há um monumento ao Curupira, inaugurado no Dia da Árvore (21 de setembro).
O dia do Curupira, o protetor de florestas, é comemorado 17 de julho.
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Vampiro 2 - Penanggalan - Malásia
Penanggalan é uma vampira da cultura malaia. Segundo a lenda, durante o dia ela assume forme de uma mulher bonita e atraente, porém, quando a noite chega, ela se transforma em uma vampira. Do corpo da bela mulher surge um monstro. A cabeça da Penaggalan se separa do corpo e flutua pelas noites carregando o resto das entranhas de seu corpo.
Há casos escritos em que a vampira manipula cada órgão seu como se fossem tentáculos, usando-os para atacar e matar suas vítimas. Quando ocorre a transformação o corpo da vampira começa a se decompor instantaneamente e para sobreviver ela precisa armazenar o corpo vazio em um pote com vinagre para ter sua aparência de mulher novamente pela manhã.
Segundo a lenda, a criatura é criada através de mulheres que tentam adquirir beleza através de magia negra, pactos satânicos, rituais ou ações sobrenaturais e são amaldiçoadas. A Penanggalan se alimenta de sangue de recém nascidos e gestantes. Em casos mais extremos, após beber o sangue das vítimas ela também os devora.
Para afastar a vampira os malaios amarravam cabeças de cebola e alho ao redor da casa. Mas isso servia apenas para afastá-la. A única forma de matá-la definitivamente é encontrando o pote com o corpo do monstro e derramar alho e cabeças de cebola lá dentro.
Fonte: fatosdesconhecidos.com.br
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Dicionário de símbolos - Ar
O ar é um dos quatro elementos, representa o mundo intermediário entre o céu e a terra, sendo ativo e masculino, segundo as cosmogonias tradicionais. O fogo também é um elemento ativo e masculino, já a terra e a água são passivas e femininas.
Tem associação com o vento e o sopro, simbolizando espiritualidade, purificação, respiração, sexualidade, mudança e liberdade.
Elemento Ar: Significados
Como um símbolo da alquimia ele é representado como um triângulo que aponta para cima e é dividido por uma linha horizontal. É considerado quente e úmido e simboliza o sopro da vida.

Para algumas tribos nativo americanas, os quatro elementos são a grande força primária da criação, com o elemento ar simbolizando a vida.
O componente ar, segundo São Martinho, é um símbolo sensível da vida invisível, um motor universal e um purificador.
O ar (através do vento) é responsável pela polinização anemofilia nas plantas, por isso é considerado um símbolo de sexualidade também.
É um elemento que o ser humano não é capaz de ver, mas que o cerca. Ele representa mudança na sabedoria popular, é comum se ouvir a frase: que tal uma mudança de ares? Ou seja, mudar para se ter bem-estar.

No esoterismo ismaelita, o ar é o princípio da composição e da frutificação, o intermediário entre o fogo e a água.
Simbolismo do Ar no Hinduísmo: O Deus dos Ventos Vayu
Vayu é uma divindade primária importante dos Vedas (escrituras sagradas hindus) que representa o sopro vital, o vento, o ar, a respiraçãoe a purificação.
Ele possui uma gazela como montaria, simbolizando rapidez, além de ser descrito como o lutador, o destruidor, o poderoso e o heroico.

''Vayu em sua montaria, a gazela''
Em uma das histórias é contado que ele entra em disputa com outras cinco divindades que controlam as funções vitais com a finalidade de saber qual delas é a maior. Uma a uma vai deixando o corpo do homem e mesmo prejudicado, ele continua vivo.
Já quando chega a vez de Vayu, ele consegue retirar todas as outras divindades do corpo do homem, demonstrando que ele é o suporte essencial à vida.
Deuses Gregos do Vento
Na mitologia grega o deus do vento Éolo é guardião dos ventos direcionais: Bóreas (vento do norte), Euro (vento do leste), Zéfiro (vento do oeste) e Notos (vento do sul). Eles são mostrados como homens com asas e com bochechas cheias de ar.
Éolo
Éolo representa poder, velocidade e agilidade, mantendo os ventos em uma gruta na sua ilha Eólia, onde os domina.

Bóreas
Bóreas é o deus do vento frio do norte, possui uma personalidade agressiva e é responsável pelo inverno. Zéfiro é o mensageiro da primavera, o vento mais suave e frutificante.
Notos é responsável pelas tempestades do final do verão e outono, traz nevoeiro e chuva. Euro é responsável por trazer calor e chuva do leste.

No quadro ''O Nascimento de Vênus'' de Sandro Botticelli, percebe-se no lado esquerdo da pintura o vento do oeste Zéfiro e Aura, que é considerada a personificação da leve brisa. Os dois tem a função de empurrar a concha da deusa Vênus para a costa.
Simbologia do Ar na Mitologia Japonesa: Fujin
Fujin é o deus japonês dos ventos e uma das primeiras divindades xintoístas. O Japão apresenta um histórico de grandes tempestades e tufões, por conta disso esse deus é temido pelas pessoas, mas ao mesmo tempo, é respeitado.
No Japão, não há uma linha dividindo bons e maus deuses, acredita-se que as divindades fazem coisas boas e também podem ser desobedientes.

''O Deus dos Ventos Fujin, século 17''
Fujin é representado como um humano de pele vermelha, vestindo uma pele de leopardo, que carrega um grande saco de ventos nos ombros.
Ele possui uma aparência desgrenhada e é quase sempre apresentado ao lado de Rajin (Deus do raio, trovão e tempestade). Os dois simbolizamproteção e tem ligação à natureza e ao sagrado.
Simbolismo do Ar na Cultura Chinesa
Na cultura tradicional chinesa existe um elemento que é chamado de Qi (ou k’i), que é uma força vital que faz parte de qualquer entidade viva. Sua tradução é ‘’ar’’, ‘’força vital’’ ou ‘’fluxo de energia’’.
Ele é um princípio básico da medicina tradicional e artes marciais chinesas. O Qi representa energia essencial, que deve ser trabalhado para se ter equilíbrio e boa saúde.
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