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sexta-feira, 10 de abril de 2020
Há coisas que o tempo não apaga
Há coisas que o tempo não consegue apagar. E são muitas. O teu sorriso meigo de sinceridade é um deles. A tua opinião honesta sobre todas as coisas. As decisões que tomava sobre determinadas situações.
O tempo não consegue apagar a lembrança que tenho de ti, minha irmã. E mais não escrevo porque estou em lágrimas. Deus sabe que a gente, a família te ama e jamais te esqueceremos.
Acredito que os animais, os gatinhos e os cães de rua que você tanto alimentou e os daqui também, falarão contigo carinhosamente no céu quando os encontrares.
Estamos cuidando bem de seus bichinhos aqui. Em breve nos encontraremos nesse plano, se Deus quiser.
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Os gatos na história
Desde tempos muito remotos, o homem constrói uma relação bastante peculiar com os animais que rondam o seu mundo. Em algumas culturas, certos animais são cultuados como deuses ou representam a origem de alguma importante divindade. Em outros casos, podem ter a sua simples presença associada ao aviso de um mau presságio ou a encarnação de algum tipo de maldição. No caso dos gatos, podemos ver que os dois tipos de olhar se aplicam a esse curioso felino.
Por volta de 10.000 anos atrás, os gatos surgiram nos grupos humanos sedentários com a função natural de exterminar os roedores que rondavam os estoques de grãos. Nessa mesma época, lendas hebraicas e babilônicas diziam que os gatos surgiram através do espirro de um leão. Provavelmente, esse tipo de explicação mítica adveio das semelhanças físicas e de comportamento observadas entre esses dois animais oriundos da mesma família biológica.
Os gatos na cultura egípcia
Entre os egípcios, esse grau de proximidade se estreitou quando várias divindades assumiam partes do corpo de um gato. Bastet, a deusa egípcia da fertilidade e do amor materno, era comumente representada por uma mulher com cabeça de gato. Observando os vários registros de imagem organizados pelos egípcios, podemos ver que os gatos perambulavam pela corte e não tinham cerimônia algum em se aproximar de qualquer indivíduo pertencente àquela civilização.
Demonização do animal
No desenvolvimento da Era Cristã, a boa relação com os gatos foi perdendo espaço para um verdadeiro processo de demonização do animal. Alguns estudiosos dizem que tal modificação aconteceu porque os pagãos cultuavam os gatos e, pouco mais tarde, porque os muçulmanos também tinham o animal em boa conta. Nos primórdios da Idade Média, as parteiras, que comumente carregavam a imagem de um gato, símbolo da deusa Bastet, foram proibidas de utilizar tal apetrecho.
Por volta do século XIII, a relação entre os gatos e as religiões pagãs logo se orientou para a construção de uma imagem demoníaca do animal. Em uma de suas várias bulas, o papa Gregório IX determinou que os gatos fossem terminantemente exterminados. A paranoia causada pela inquisição acabou tendo um preço elevado, já que a diminuição da população felina acabou ajudando na propagação dos roedores que transmitiram a Peste Negra em diversas regiões da Europa.
O gato como animal doméstico
Com o passar do tempo, essa visão mística e preconceituosa perdeu lugar para o prazer advindo da domesticação desses pequenos animais. A capacidade de associar independência e sociabilidade faz do gato um tipo de companhia agradável e, ao mesmo tempo, integrante. Em diversos textos literários esse animal é descrito por uma minúcia de virtudes que o colocam em uma posição privilegiada. Pelo visto, eles também conseguem ocupar o posto de “melhor amigo do homem”.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
GATOS NO CIO
Foto web divulgação
Algumas
coisas simples acontecem e assustam, principalmente quando se é criança.
Flavinha
de 13 anos e André de 15 são irmãos. Ambos ficaram sós em casa à noite,
enquanto os pais foram participar de um curso. A televisão foi ligada e os dois
estavam na sala assistindo a programação normal e de repente começou aquela
miadeira de gatos no cio sobre o telhado. Quem já ouviu sabe que é horrível o
barulho, e para completar faltou energia. Ficou tudo às escuras e não tinha
velas. Os dois abraçaram-se tremendo de medo no sofá. Meia hora depois, os gatos
vão embora, e a energia volta ao normal. André liga a TV e todos os canais
estão fora do ar. Três horas e meia se passaram e os pais voltam, abrem o
portão, põem o carro na garagem e entram. A televisão sem mais nem menos entra
no ar. Os garotos ainda assustados contam o que aconteceu e são consolados.
Agora cada um vai para seu quarto dormir.
Os
gatos que estavam no telhado agora estão dentro de casa. Não se sabe como eles
entraram, mas o barulho infernal ecoa e o pai dos jovens levanta-se e os põe para
fora.
O
restante da noite foi tranquilo. Mas ficaram muitas interrogações.
Carlos
Holanda
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