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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O tesouro de Cristina

 


Os pais de Cristina eram arqueólogos e se conheceram em um sítio arqueológico. Numa dessas pesquisas em busca de relíquias encontraram um baú que mais parecia uma tumba e deram um jeito de leva-lo para casa. Algum tempo depois, levaram-no para uma cabana de sua propriedade afastada da cidade.

O destino é cruel em certos casos. O casal morreu em um acidente de carro quando iam voltar para casa e foram sepultados no terreiro da cabana. Provavelmente uma maldição os engoliu. Não tiveram tempo de abrir a grande caixa de madeira envelhecida pelo tempo.

Um ano depois, Cristina manda celebrar uma missa para seus pais e logo após, decide ir até a cabana para acender umas velas em sua intenção. A moça não sabia da existência do baú. Era um segredo absoluto mantido pelos pais, mas, curiosa, ela resolve dar uma olhada em tudo quanto é objeto mantido ali.

No canto empoeirado, coberto com lona e cercado por teias de aranhas está o enorme baú. Cristina consegue abri-lo, e dentro encontra uma maleta folheada a ouro.

– Meu Deus! É um tesouro! – exclama a moça. E com muito trabalho, usando alicate, martelo e uma pequena alavanca consegue abrir. Para sua surpresa, uma cortina de fumaça esverdeada toma conta do ambiente e logo uma voz rouca sussurra – Venha! Estava esperando por você para me libertar em seu corpo.

Cristina foi sugada para dentro da caixa de ouro, e assim, esperará alguns anos para ser libertada também.


Carlos Holanda

sábado, 21 de novembro de 2020

A visita

 

A mulher que há tempos não via sua comadre, veio lhe visitar. Ao chegar, aperta a campainha, mas ninguém atende. A mulher bate na porta insistentemente e, de repente, a cada batida, era correspondida por dentro, como se alguém estivesse batendo também pelo lado de dentro querendo sair, porém, não falava nada.
–– Estranho! Apertei a campainha e ninguém atendeu. Bati na porta e alguém bateu de volta, mas não fala nada e nem abre.
Nesse momento, a vizinha que observava tudo diz:
–– Senhora, não tem ninguém aí não!
–– Como não tem ninguém? A pessoa do lado de dentro também bateu na porta! Deve estar de brincadeira! E eu telefonei para ela agora a pouco dizendo que estava vindo para cá!
–– Senhora, não tem ninguém aí!
–– Como você sabe disso?
–– A mulher que morava aí morreu há uma semana!
–– Cruz credo! Vai agourar o cão. Falei com ela há meia hora pelo telefone!
–– E com quem você pensa que está falando agora?
–– Contigo! Ora mais!
–– Eu sou vizinha dela no cemitério!
Carlos Holanda

sábado, 30 de maio de 2020

Cangaceiros 48


–– É. Pai! Parece que ele está limpo!
–– Essa miséria só quer um emprego. É um morto de fome.

Pouco tempo depois Cancão entra na casa e se dirige ao escritório do Coronel, mas assim do nada, um negro sai detrás da cortina das janelas que se arrastam até o chão e adentra a sala quase igual com ele com uma espingarda em punho.

–– Vai morrer Coronel – diz o escravo que já tem o homem na mira, mas Cancão rápido como um gato assustado, saca o revólver da cintura e atira no meio dos olhos do escravo, salvando assim a vida do Coronel. Dois jagunços correm para a sala e...
–– O que foi isso Coronel?
–– O que foi isso? Como é que uma desgraça dessas, um imbecil desses entrou aqui, pegou uma arma e nenhum de vocês viu? Para que é que eu pago tanta segurança? Puta que pariu! Se não fosse o novato eu estaria morto! Chamem o chefe de vocês aqui! Avexado!
–– Sim chefe! – Diz o jagunço.
–– Estou aqui patrão!
–– Senta aí!
–– Sim Senhor!
–– Cancão! É o seguinte: tu acabas de ser promovido! Eu ia te mandar fazer o serviço com o prefeito, mas, diante dessa ação, tu serás o chefe dessa equipe agora. São doze homens na minha segurança e tu os comandarás daqui em diante.
–– Pai!
–– Cala a boca Miguel! O que eu te falei?
–– Pai!...
–– Não fala nada porra! Já disse!

O Coronel saca o revólver da cintura e dá dois tiros na cara do chefe que sentado, escangota o pescoço para o lado.

–– Agora tu decides como farás o serviço com o prefeito. Pensa rápido e me diz pela manhã. Agora saiam todos e limpem essa bosta.
–– Pai o plano continua o mesmo.
–– Não Miguel! É por isso que se chama plano, de planejamento. Vamos ver como ele reage como líder. Amanhã a gente vê isso. Não importa os meios para chegar a um fim.
–– Está bem! O Senhor quer uma bebida?
–– Sim! Quero!
–– Licor?
–– Não! Quero um copo de cachaça! E depois, deixa-me a sós.
–– Sim Senhor!

Zé pezão e os comparsas chegam à fazenda e quase igual com eles Inácio também com mais seis homens...

–– Cancão, tu por aqui? – diz Zé Pezão desmontando do cavalo.
–– Pois é! E tu trabalhas aqui, é?
–– Trabalho sim! Tenho uma notícia para dar ao Coronel!
–– Tens que falar comigo primeiro!
–– Por que?
–– Porque sou eleito o novo chefe da segurança!
–– Mas o que tenho para falar tem que ser só para ele.
–– Nessa porta só passa quem eu autorizar. Diz-me o que é e quem sabe libero tua fala.
–– Rapaz, Cancão, é pessoal.
–– Ou tu fala ou volta! Quem manda da porta para fora sou eu.

Zé Pezão olha para um e para outro e os doze homens seguem as ordens de Cancão com armas em punho.

–– Rapaz, tu diz para ele que tem uma recompensa de dez mil contos pela cabeça dele.
–– E é? Quem que está oferendo tanto dinheiro assim?
–– É um tal de Gerônimo! O bicho é rico e destemido. Cangaceiro das brenhas.
–– Sei! E qual a missão que o Coronel te deu?
–– Era para trazer o Arilson, aquele dono da bodega aqui.
–– E cadê ele? Tu trouxeste?
–– Não Cancão! O Homem é mais vigiado do que o cão. O Manoel Espicha Couro está com ele e mais uma meia dúzia de homens.
–– Ah, então tu falhaste na missão?
–– Não é bem assim. Eles obrigaram a gente a trazer essa informação.
–– E tu achas que o Coronel vai ficar alegre com isso?
–– Mas ele precisa saber, para tomar as providências.
–– E essas duas lesmas que andam contigo, para que servem?
–– Cancão, a coisa é mais séria do que tu imaginas.
–– Tu e esses cabras são muito é frouxos. Isso sim.
–– Cancão eu te conheço e sei que tu faz parte do bando...

Antes que Zé Pezão termine a frase, Cancão saca o revólver e atira na cabeça dele. Dois tiros quase no mesmo lugar, a queima roupa.

–– Tirem esse traste daqui. Vocês seus porras. Vocês que vieram com ele. Deixem isso limpo que vou dizer a mensagem que ele trouxe. Daqui em diante vocês seguem minhas ordens. Estamos entendidos?
–– Sim Cancão! – diz um dos comparsas de Zé Pezão.
–– E ai se algo der errado quando eu mandar, vocês já sabem. Eu não perdoo.
(...)

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Cangaceiros 36


–– Pai...
–– Cale-te agora ou será tu que irá lutar com esses cinco homens. Tu entendeste Miguel dos Reis?
–– Sim Senhor meu pai!
–– Prossigam!

O escravo negro, de aproximadamente um metro e setenta de altura é trazido com uma corrente de dez metros no pé esquerdo que é afixada ao tronco para não fugir e posta-se no meio do terreiro.

–– Negro, a regra é a seguinte: tu lutarás até a morte com esses cinco homens, caso tu mates um deles acaba a luta e todos voltam para seus lugares. Não haverá armas. Então lutem! – ordena Chicote, o homem no comando nesse momento.

Os vaqueiros espalham-se e formam um circulo como hienas para atacar a presa. Acham que o fato de o escravo estar amarrado pelo pé é uma vantagem, mas as mãos estão livres e o prisioneiro cerra os punhos, estala as juntas e se prepara. Um dos homens arrisca um golpe de pernas e chuta a cintura do negro enquanto outro os esbofeteia nos peitos e por trás é golpeado nas costas e cai. Os espectadores, jagunços do Coronel caem na gargalhada, mas a luta continua até que o escravo desfecha um murro na cara de um dos vaqueiros, o sangue espirra, o punho forte, fechado bate como uma marreta numa pedreira e pouco a pouco os homens vão ficando no chão, porém nenhum ainda está morto e levantam-se sabendo que um deles será enterrado e como essa é uma realidade, o sangue já ferve nas veias e para estimular a adrenalina o Coronel faz um aceno e um dos jagunços dispara para o alto, outro do outro lado também atira e os homens como lobos avançam num corpo a corpo descomunal e batem, batem tanto no escravo de todos os lados que ele chega a se ajoelhar, mas o negro com marcas, cicatrizes de chicote nas costas sabe o que é dor e sabe tanto que parece não senti-la e então ele se aproxima do tronco, pega parte da corrente e a transforma em arma e pouco a pouco vai desferindo golpes violentos em cada um dos vaqueiros. Sobra apenas um homem de pé. O escravo para, fica frente a frente com ele e numa ação rápida, o laça com parte da corrente, arrasta-o para perto do tronco e depois monta nele e o enforca.

–– Que pena! Foi muito rápido! Como eu prometi e vi que vocês são homens de valor, a partir de agora serão meus protegidos. Levem o escravo e deem comida e água. Enterrem esse infeliz bem longe daqui, ou melhor, queimem o corpo para não deixar rastros – diz o Coronel que parecia querer mais diversão sobre o vaqueiro morto.
–– Vamos conversar Miguel dos Reis. Quero te contar como vamos fazer daqui para a frente. Homem que é homem não bota água para pinto beber.
–– É o que estou querendo te dizer meu pai. Temos que armar um plano mais elaborado. O Senhor lembra que os vaqueiros falaram que tinha um Padre com eles?
–– Lembro!
–– Pois é! Só pode ser o Padre Lauro.
–– Pois vamos incluir esse padreco no plano! O vereador presidente da Câmara já sumiu. E se a gente desse um jeito no cabeça de chapa. O que tu achas?
–– Aí, sem o candidato majoritário, a gente pode até ganhar a eleição.
–– Mas tem que ser um negócio bem feito. De forma que pareça um acidente. De forma que o povo acredite que realmente ele não morreu de morte matada.
–– É. Vamos planejar nos mínimos detalhes.
–– Vamos!

Gerônimo, o Padre, Cancão, Calango e o restante do bando chegam ao acampamento conduzindo a boiada e logo o capitão determina um local para o gado.

–– Lauro que alegria em vê-lo aqui novamente – diz Lúcia, a irmã do Padre.
–– Eu também já estava com saudades! Como está o bebê?
–– Ah, está ótimo! Venha cá meu Capitão! Deixe-me te dar um cheiro no cangote!
–– Estás vendo Padre? Isso é o amor!
–– É claro! Vocês formam um belo casal!
–– E esses bois?
–– Ah, é uma longa história que te contarei mais tarde. Quero ver meu filho! Como ele está?
–– Vamos! Ele deve estar dormindo agora!
–– Calango! Chame quatro homens e vá à aldeia do grande chefe Cinzento! Diga-lhe que quero vê-lo urgente!
–– Sim Senhor! Vamos só comer um tiquinho e sairemos.
–– O que temos para comer Lúcia? Estou com uma fome arretada!
–– Meu Capitão! Vou providenciar uma boa comida! Nós não o esperávamos hoje. Tu mesmo disseste que só voltaria amanhã!
–– Pois é, mas tu sabes que sou imprevisível!
–– Sei! Tome um pouco de vinho com o Padre enquanto preparo aqui o de comer!
–– E quanto ao homem que tu mantém preso? – indaga o Padre Lauro.

Nesse momento, o Manoel Espicha Couro e o vereador aproximam-se e entram na sala.
(...)

sábado, 10 de agosto de 2019

Dicionário de símbolos - Abutre



abutre possui um simbolismo antagônico por estar relacionado tanto à vida como à morte. O abutre é o símbolo da morte na cultura Maia. Mas como o abutre se alimenta de carne pobre de cadáveres em decomposição, o abutre também simboliza a regeneração das forças vitais, é um purificador que garante um ciclo de renovação.

Simbologias de abutre

De acordo com o simbolismo cosmológico, o abutre está relacionado tanto à água como ao fogo. O abutre, por transmutar a morte em nova vida, rege as tempestades da estação que acaba com a seca e renova a vegetação, figurando como uma divindade de abundância.
O abutre está relacionado também ao fogo celeste, que é purificador e ao mesmo tempo fecundante. Para algumas culturas antigas indígenas da América do Sul, o abutre foi o primeiro a possuir o fogo, possui a sabedoria divina, é puro.
Diz-se também que o abutre é o mais rico dos animais, pois somente ele conhece o poder verdadeiro de triunfar sobre a morte, transformando-a em vida.
No antigo Egito, a figura do abutre está relacionada com a fertilidade e a abundância. O abutre, na arte egípcia, simboliza o poder das mães celestes de absorver a morte, o cadáver, e devolve-lhes a vida, simbolizando, deste modo, o ciclo eterno da transmutação da morte e da vida.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

CANGACEIROS 17




–– Chefe o que vamos fazer?
–– Não quero um pio até chegar à fazenda. Lá, depois que eu falar com meu pai, falo com vocês. Esse desgraçado vai pagar caro por isso.

Inácio lavou a orelha ou o que restou dela rente ao pé do cangote com cachaça para não infectar e amarrou um lenço. Está imprialzinho o Van Gogh nordestino, marejando sangue.

Pouco a pouco os clientes chegam à bodega para comprar secos e molhados, goma para fazer tapioca e beiju, e claro, curiar sobre o que aconteceu na noite passada. Tem gente que vai ao local só pela fofoca, o que não é o caso de Chico Preto que desmonta de seu jumentinho e se aboleta no tamborete lá no canto enquanto observa quem entra e sai, e quando vê que vagou mais o movimento destabaca a falar.

–– Arilson eu estava aqui matutando e quero te dizer uma coisa.
–– Ai é? Tu estavas matutando é?
–– Pense num negócio bom da peste?
–– E o que é Chico? Fala!
–– Rapaz eu conto, mas tu vai ter que me dar alguma coisa em troca.
–– Ah, Chico, esse é o problema de vocês. A gente faz, faz e até para dar uma sugestão vocês querem pagamento.
–– É só uma ajuda, Arilson. Tu é rico.
–– Rico da graça de Deus. Tu só queres tudo na moleza.
–– Também não é assim. Só quem faz teus recados aqui sou eu. E não tem nem salário não. Oxe!
–– Pois desembucha! Eu sei que é dinheiro que tu queres.
–– É. Mas não vai te fazer falta essa merreca. Além do mais tu vais é economizar para a festa.
–– Fala abirobado! Se for mesmo desse jeito eu pago.
–– Arilson tu-tu sa-sabes, que-que o Chi-Chi, Chico Pre-Preto é um pen-pen, pensa, pensador.
–– Fica na tua aí, Gaguinho! Deixa o homem falar.
–– Tá-tá, bom.
–– Arilson é o seguinte: tu estás vendo aqueles dois bois ali no pé da cerca que tu alimenta há dias?
–– Sim, estou vendo! O que tem eles?
–– Ninguém vai vir busca-los.
–– Como é que tu sabes disso?
–– Põe as ideias no lugar homem de Deus! Quem vier buscar será considerado culpado e denunciará quem mandou matar a filha de Maroca e o filho do Manoel Espicha Couro. Estás me entendendo? Ademais quem é que sabe se não é uma armadilha do delegado? Então, pode ter certeza, os bois são seus e servirá muito bem para o churrasco da festa.
–– Hum! Mas se for de outra pessoa?
–– É nada! Ninguém virá reclamar. Faz o churrasco com eles e pronto.
–– Chico eu não quero envolvimento com bandido, com jagunços, cangaceiros ou com a polícia.
–– Depois não diga que não avisei.
–– Vamos fazer assim, amanhã bem cedo, tu e o Gaguinho virão para cá, a gente mata os bois e dá a carne para quem tem fome, para as famílias mais carentes.
–– Po, pois tá, taí que, que eu gos, gostei.
–– Distribuir de graça?
–– É. Só quero o couro, os chifres e a buchada pra fazer panelada. Vocês podem avisar o povo pobre, mas só os mais necessitados. Senão vai chover de gente querendo.
–– Tá muito é bom assim. Mas nossos pedaços a gente tira primeiro e tu guarda viu Arilson?
–– Ah, e a carroça eu quero para fazer é lenha pro fogão. Os bois da festa eu darei um jeito de arranjar. Pois vão logo avisar o povo, aí dá mais de 500 quilos de carne.
–– É. Os bichos são gordos. Pois vamos Gaguinho.
–– Va, vamos!

Lá fora vai passando o Senhor José, montado num burro preto, mais conhecido como Zé do burro, o animal é bom, bem tratado e estradeiro.

–– Seu Zé, quer vender o burro? – indaga Chico Preto.
–– Vendo! – responde o homem já freando o animal pelas rédeas, bem em frente a bodega.
–– Quanto é Seu Zé?
–– Rapaz  é 150!
–– Dou cem no pau!
–– Não, meu filho, só vendo todo!
––Vai te lascar, véi. Eu quis dizer foi à vista.
–– Pois vão para a baixa da égua, seus filhos duma ronca e fuça!
–– Deixem de gaiatice e vão procurar o que fazer. Vão!
–– Já vamos Arilson! Armaria, nãm! Ninguém pode nem brincar.

Na estrada de chão que dá acesso à fazenda, avista-se de longe o carro que se aproxima. Inácio, com a mão na orelha desce apressado e entra em casa enquanto os jagunços saem e esperam fora da casa grande.

–– Cadê meu pai – indaga à criada.
–– Está na sala dele.
–– Meu pai, tenho um problema sério!
–– O que aconteceu?
–– Ontem quando fazíamos campanha pelo interior, parei na bodega do Arilson e me meti numa confusão.
–– O que houve com sua orelha?
–– É isso que estou explicando. Tivemos uma briga lá nessa maldita bodega e um cangaceiro por nome Gerônimo, ele e outros três ou quatro homens humilharam a gente. Quando fui tomar as dores, ele voo em mim e cortou minha orelha. Depois, apontando armas para nós, amarrou-nos, tomou a chave do carro e jogou no mato. E para completar disse que aqui não tem homem de honra.
(...)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Provérbios - H

H
Há males que vem para bem.
Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
Homem sem dinheiro é um violão sem cordas.
Homem pequenino, ou velhaco ou bom dançarino.
Homem prevenido vale por dois
Hora de morrer não tem retardo.