Mostrando postagens com marcador Pai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pai. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Sinais, a vida prega peças

 


Um acidente entre um automóvel e uma carreta deixa vítimas graves na BR. O carro corre o risco de explodir, enquanto a trucada como um gigante permanece quase intacta; sim, porquê tem um chassi de ferro e aço muito mais resistente de que os veículos fabricados atualmente e para minimizar custos parecem caixas de papelão de tão frágeis que são.

Um garoto com ferimentos graves de aproximadamente nove anos é resgatado e levado para um hospital da cidade mais próxima. O homem, porém, está numa situação mais complicada, desmaiado, preso às ferragens que precisam ser cortadas para retirá-lo.

O corpo de bombeiros chega e a situação é contornada.

Gravemente ferido e correndo o risco de morrer, o homem é conduzido a um pronto socorro de emergência. Pouco tempo depois, uma explosão afasta os transeuntes do lugar. O fogo consumiu praticamente todo o veículo.

A vida prega peças. Pai e filho são internados em hospitais diferentes e distantes um do outro. As sequelas causadas pelo acidente são muitas. Um pai em estado de coma. Um filho agora aleijado numa cadeiras de rodas. Psicologicamente, as vítimas antes saudáveis já não são as mesmas.
***
- Filho, acorda. Acorda.
- Pai, tive um sonho ruim.
- Eu também. A gente não vai mais viajar.
- O que vamos fazer?
- Pescar. Está um lindo dia. Vamos?


Por Carlos Holanda

sábado, 30 de maio de 2020

Cangaceiros 48


–– É. Pai! Parece que ele está limpo!
–– Essa miséria só quer um emprego. É um morto de fome.

Pouco tempo depois Cancão entra na casa e se dirige ao escritório do Coronel, mas assim do nada, um negro sai detrás da cortina das janelas que se arrastam até o chão e adentra a sala quase igual com ele com uma espingarda em punho.

–– Vai morrer Coronel – diz o escravo que já tem o homem na mira, mas Cancão rápido como um gato assustado, saca o revólver da cintura e atira no meio dos olhos do escravo, salvando assim a vida do Coronel. Dois jagunços correm para a sala e...
–– O que foi isso Coronel?
–– O que foi isso? Como é que uma desgraça dessas, um imbecil desses entrou aqui, pegou uma arma e nenhum de vocês viu? Para que é que eu pago tanta segurança? Puta que pariu! Se não fosse o novato eu estaria morto! Chamem o chefe de vocês aqui! Avexado!
–– Sim chefe! – Diz o jagunço.
–– Estou aqui patrão!
–– Senta aí!
–– Sim Senhor!
–– Cancão! É o seguinte: tu acabas de ser promovido! Eu ia te mandar fazer o serviço com o prefeito, mas, diante dessa ação, tu serás o chefe dessa equipe agora. São doze homens na minha segurança e tu os comandarás daqui em diante.
–– Pai!
–– Cala a boca Miguel! O que eu te falei?
–– Pai!...
–– Não fala nada porra! Já disse!

O Coronel saca o revólver da cintura e dá dois tiros na cara do chefe que sentado, escangota o pescoço para o lado.

–– Agora tu decides como farás o serviço com o prefeito. Pensa rápido e me diz pela manhã. Agora saiam todos e limpem essa bosta.
–– Pai o plano continua o mesmo.
–– Não Miguel! É por isso que se chama plano, de planejamento. Vamos ver como ele reage como líder. Amanhã a gente vê isso. Não importa os meios para chegar a um fim.
–– Está bem! O Senhor quer uma bebida?
–– Sim! Quero!
–– Licor?
–– Não! Quero um copo de cachaça! E depois, deixa-me a sós.
–– Sim Senhor!

Zé pezão e os comparsas chegam à fazenda e quase igual com eles Inácio também com mais seis homens...

–– Cancão, tu por aqui? – diz Zé Pezão desmontando do cavalo.
–– Pois é! E tu trabalhas aqui, é?
–– Trabalho sim! Tenho uma notícia para dar ao Coronel!
–– Tens que falar comigo primeiro!
–– Por que?
–– Porque sou eleito o novo chefe da segurança!
–– Mas o que tenho para falar tem que ser só para ele.
–– Nessa porta só passa quem eu autorizar. Diz-me o que é e quem sabe libero tua fala.
–– Rapaz, Cancão, é pessoal.
–– Ou tu fala ou volta! Quem manda da porta para fora sou eu.

Zé Pezão olha para um e para outro e os doze homens seguem as ordens de Cancão com armas em punho.

–– Rapaz, tu diz para ele que tem uma recompensa de dez mil contos pela cabeça dele.
–– E é? Quem que está oferendo tanto dinheiro assim?
–– É um tal de Gerônimo! O bicho é rico e destemido. Cangaceiro das brenhas.
–– Sei! E qual a missão que o Coronel te deu?
–– Era para trazer o Arilson, aquele dono da bodega aqui.
–– E cadê ele? Tu trouxeste?
–– Não Cancão! O Homem é mais vigiado do que o cão. O Manoel Espicha Couro está com ele e mais uma meia dúzia de homens.
–– Ah, então tu falhaste na missão?
–– Não é bem assim. Eles obrigaram a gente a trazer essa informação.
–– E tu achas que o Coronel vai ficar alegre com isso?
–– Mas ele precisa saber, para tomar as providências.
–– E essas duas lesmas que andam contigo, para que servem?
–– Cancão, a coisa é mais séria do que tu imaginas.
–– Tu e esses cabras são muito é frouxos. Isso sim.
–– Cancão eu te conheço e sei que tu faz parte do bando...

Antes que Zé Pezão termine a frase, Cancão saca o revólver e atira na cabeça dele. Dois tiros quase no mesmo lugar, a queima roupa.

–– Tirem esse traste daqui. Vocês seus porras. Vocês que vieram com ele. Deixem isso limpo que vou dizer a mensagem que ele trouxe. Daqui em diante vocês seguem minhas ordens. Estamos entendidos?
–– Sim Cancão! – diz um dos comparsas de Zé Pezão.
–– E ai se algo der errado quando eu mandar, vocês já sabem. Eu não perdoo.
(...)

terça-feira, 19 de maio de 2020

Cangaceiros 41


–– Tive um desentendimento com o filho do Coronel Messias, o maior e mais cruel fazendeiro da região. Ele, o filho, me desrespeitou numa bodega, na frente de muita gente. Cortei a orelha dele para dar o exemplo e os mandei embora humilhados, tomei até as armas deles. O pai dele não gostou e ofereceu uma recompensa por minha cabeça. O fato é que esse homem sequestrou o vereador aqui presente e a ordem era para mata-lo. Agora nos tornamos compadres, ele é o padrinho do meu filho. O Coronel tem muitos jagunços à disposição para fazer o que ele mandar, inclusive matar gente. Ele está impedindo de forma ameaçadora que a eleição na cidade corra normalmente. Então queremos fortalecer nossa aliança com vocês para enfrenta-lo.
–– É uma guerra que ele quer?
–– Não é que ele queira. É que ele já provocou! – interfere o Padre novamente - ele está matando pessoas e escravizando outras. Na fazenda tem muita gente fazendo serviço forçado.
–– Esse homem tem um exército Grande Chefe Cinzento, e nós não conseguiremos vencê-lo sem o seu apoio.
–– E como posso ajudar?
–– Lutando ao nosso lado por essa causa que é a libertação dos escravos, da recuperação da paz e exterminando essa corja para sempre de Olho D’Água. É. Porque se eles vencerem, os próximos a serem escravizados serão os índios da sua aldeia.
–– Ah, isso não iremos permitir meu amigo. Lutaremos até a última gota de sangue.
–– Fico muito grato pelas suas palavras de honra e sensatez. Ah, quero que grave o rosto desse homem. Vem aqui Cancão!
–– Sim Capitão!
–– Cancão estará lá na fazenda, infiltrado e dará o sinal com a corneta quando chegar o dia da batalha!
–– Entendi Gerônimo! E quando será isso?
–– Em breve! Eu o manterei informado e quando chegar o dia, mandarei um de meus homens para te dizer. Quero te pedir que me envie dez guerreiros com arcos, flechas e lanças dois dias antes para atacarmos juntos pela frente da fazenda.
–– Está combinado! Teremos tempo para fazer muitas flechas e arcos de qualidade, com maior alcance.
–– Posso não ser teu melhor mentor Gerônimo, mas acredito que tu podes mexer com o psicológico do Coronel.
–– Não entendi Padre!
–– Veja bem, o Coronel oferece vinte cabeças de gado e dinheiro pela tua cabeça, então, agora que tu tens ouro, e creio que seja muito valiosa essa pedra, oferece uma boa quantia em dinheiro pela cabeça dele. Assim ele ficará assustado por um tempo e desconfiará de todos. Até mesmo dos deles. Provavelmente nem dormirá direito. Tire o sono dele. Deixe-o cansado.
–– E como podemos fazer isso?
–– Eu irei à capital, passo no banco e troco o ouro por dinheiro. Isso são recursos de guerra. Temos que comprar armas e munição também. A Lúcia poderá ir comigo disfarçada de freira para não levantar suspeitas. Diremos que foi uma doação anônima para a Paróquia.
–– É uma boa ideia Padre, cortar a cabeça da cobra.
–– Exatamente! Mas os planos continuam. Nós iremos administrar esse fluxo de caixa. Não se ganha uma guerra sem recursos. Seus homens precisam ser bem alimentados até lá.
–– Agora entendo que para ter paz é necessário que haja guerra.
–– A paz custa caro meu filho. Felizmente tu tens um aliado forte: o Cinzento e seus guerreiros e ainda por cima trouxeram esse ouro que nos ajudará e muito. São os milagres de Deus e a providência da fé.
–– E como vamos espalhar essa história da recompensa?
–– Eu sei como. No momento temos que espalhar a notícia no evento do Arilson. É lá que está meio mundo de gente. Mande um de seus homens conversar com ele e diga-lhe que tem meu aval. Ele saberá como proceder. Alguns acharão que é boato, porém, quanto mais for massificado, mais acreditarão.
–– Muito bem! Vamos por em prática essa ação.
(...)

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Cangaceiros 13


–– Opa! Isso é bom demais!
–– Pois bota aí uma serrana!
–– Boto e digo mais. Vou ajudar no mijo do menino!
–– Pois capricha! Vai ser antes da eleição!
–– Rapaz! E tu votas em quem?
–– Eu acompanho meu pai. Em quem ele decidir votar, a gente vota.
–– Tu sabes que o melhor candidato é o prefeito, né?
–– Sim, ele é um homem de palavra. Tudo que prometeu, cumpriu, mas o meu velho é quem decide. A gente o acompanha desde a primeira votação.
–– Seu Joaquim da Silva também é um homem bom, respeitável.
–– Por isso mesmo.
–– Arilson, todo ano ele faz uma festa de aniversário, e esse ano quero te ver lá. Você nunca foi. Quero te apresentar a ele. Tu és um dos melhores amigos que tenho por essas bandas.
–– Vou mais é na hora, avexado!

Nessa manhã, na fazenda do coronel Messias, dois vereadores de oposição são esperados para o almoço.

–– Lucas, quanto tu achas que devo pagar a esses trastes da oposição?
–– Coronel vou te dizer uma coisa, eles só estão na oposição porque estão insatisfeitos com o prefeito. Talvez ele – o prefeito – não tenha dado muita importância. Não tenha dado cargos ou dinheiro.
–– Por isso mesmo. Eles foram eleitos na rabada. Os dois quase não tem votos.
–– Na minha opinião, o Coronel deve convencê-los a trazer pelo menos mais dois do lado de lá para o lado cá. E eles não vão cobrar pouco não, viu?
–– Lucas, eu tenho casas na cidade sem serventia nenhuma. Nem ocupadas elas estão. Não são grandes, mas tem um valor de mercado muito bom! O que tu achas?
–– O Senhor oferece as casas sem passar o documento agora e promete uma quantia em dinheiro caso eles consigam trazer os dois vereadores mais insatisfeito. Aí somamos quatro, o que já equilibra a balança.
–– É isso mesmo, porque o presidente da câmara não vem para cá nem a pau.
–– Esse não vem mesmo. É o mais bem votado na eleição anterior.
–– Lucas tive uma ideia melhor. Para ficar bem equilibrada mesmo essa campanha, na base do quatro a quatro, ou seja, a mesma quantidade de vereadores do lado de lá e do lado de cá, a gente poderia dar um fim no presidente.
–– O Senhor quer tirar o homem da jogada, Coronel?
–– É claro! Ele é o maior puxador de votos do prefeito. Se você fizer um serviço bem feito, digo, fazer parecer um incidente, será uma perda e tanto. Temos que ganhar essa eleição de qualquer jeito.
–– E o Elesbão ficará sabendo disso?
–– Ninguém, mas ninguém mesmo deve saber, nem o Elesbão. Isso fica só entre nós dois e mais dois homens da nossa confiança.
–– Coronel, essa é uma jogada muito arriscada num período como esse.
–– Só será arriscada se você não fizer o serviço direito. Ademais, o Delegado Jaime está na minha folha de pagamento. Então, quem é que irá investigar isso?
–– Coronel, não é aproveitando a oportunidade não, visse, mas eu tenho uma caboclinha que gosto muito. Ela ainda vive na casa dos pais e como o Senhor falou dessas casas na cidade sem serventia nenhuma, gostaria que o Senhor me desse uma para a gente se arrumar por lá, fazer um chamego, uns cafunés.
–– Eita Lucas, tu não perdes tempo.
(...)

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A importância de cada um


Somos todos importantes e necessários uns aos outros. Sem sombra de dúvidas que a raiz de tudo é a família. É nessa instituição que reside a união, os laços sanguíneos, a fraternidade e acima de tudo o amor. E dependendo da convivência, a formação do caráter.

Não importa se a pessoa é um jogador de futebol, cantor, ator, atriz, político, artista, filósofo, escritor, policial, médico ou mendigo. Somos todos importantes, com o direito de ir e vir.

Não importa se é amarelo, preto, branco, mestiço ou índio. Não importa a posição social, o clero ou de que lado está na política. Cada um tem a sua importância no mundo, desde que respeite o próximo.

A importância de cada um cresce quando aprendermos o valor da gratidão, da solidariedade, da honestidade e da humildade. Quando o homem aprender a respeitar o homem como ser humano. Quando aprender a viver coletivamente também com os animais. Essa é a importância de cada um.

Carlos Holanda

terça-feira, 10 de março de 2020

A Conquista do Reino 7



Madalena põe uma jarra grande de vinho sobre a mesa, depois traz o queijo já partido pela metade e entrega a Joshua. Helena vai à cozinha e pega uma cesta de pães e leva à mesa, senta-se ao lado da mãe e também bebe um pouco.

–– Sabe? A coisa mais importante que uma pessoa pode ter é a família! Nós vivemos nesse confim de mundo, longe de tudo e de todos e mesmo assim, estamos unidos e felizes! – referenda Joshua.
–– Pai, não é tão longe assim da Cidade de Pedra! – Helena se pronuncia.
–– É. Estamos no reino de Astride. O rei Manoel é bom. Deixa-nos viver em paz!
–– Eu estive recentemente na cidade e corre o comentário de que o rei fará uma grande festa para comemorar o aniversário da princesa! – afirma Jesus.
–– Ela é bonita, Jesus? – indaga Michel.
–– Não sei. Nunca a vi! Mas deve ser! Dizem que ela tem os olhos azuis da cor do céu em dia ensolarado. E os cabelos loiros, encaracolados da cor do ouro!
–– O corpo é uma casca. As árvores são todas lindas, porém,  algumas botam frutos venenosos! – afirma Joshua.
–– Estamos falando da realeza, Joshua! – lembra Madalena.
–– Sim. Estamos falando de pessoas. O veneno pode ser colocado nos frascos mais lindos! – rebate Joshua.
–– O que você tem contra a princesa, marido?
–– Eu não tenho nada contra ninguém! Mas já vivi o bastante para saber quem tem honra, quem sabe perdoar e, quem respeita os mais humildes. Estou com tantas rugas que dá para contar as batalhas em cada uma – diz Joshua.
–– Isso é verdade!  – confirma a esposa.
–– O Elias tá muito calado hoje! – provoca Helena.
–– Ah, vocês sabem que não sou muito de falar!
–– Ele perdeu hoje! – dessa vez é Michel quem provoca.
–– Michel, não seja egoísta. O homem para vencer na vida tem que ter humildade. A nobreza é hereditária!
–– O que você quer dizer com isso, pai Joshua? – indaga Elias.
–– Foi só um comentário. Mas nesses dez anos de treinamento, acredito que você errou as maçãs porque quis!
–– Não foi não! Talvez eu não estivesse concentrado!
–– Ah, vamos deixar essa conversa de bom ou ruim de lado. Michel e Elias são bons no que fazem. Ninguém precisa provar nada pra ninguém! Estamos aqui para comer e beber! – finaliza Madalena.
–– Já está anoitecendo. Vou tomar mais um gole desse vinho e vou me aquietar! – coerentemente fala Joshua.
–– Pai, o senhor disse que iria nos ensinar como forjar uma espada...
–– Sim. Tudo tem o tempo certo. Em uma semana terminaremos esse ciclo de treinamentos! – responde Joshua – aí virão as surpresas!
–– Surpresas? – indaga Elias.
–– É. Ele era o ferreiro de confiança de um reino distante.
–– Madalena não antecipe as coisas. Eu disse que tudo tem seu tempo.
–– Agora foi que fiquei mais curioso! – novamente Elias se pronuncia.
–– Entendam uma coisa. Pessoas ansiosas não tomam decisões certas. Duas coisas que um cavaleiro, um guerreiro ou um soldado tem que saber fazer numa batalha: ser decisivo e pensar rápido, sem ansiedade. Não é apressado que se chega ao longe. Ademais, para forjar uma espada é como ser um artista, tem que ter paciência. Senão, jamais será uma obra de arte!
–– Falou a voz da experiência! – confirma a filha.
–– Bem, se é assim, vamos aguardar! – mais uma vez Elias concorda com o pai adotivo.
–– Mais uma coisa: aprendam a ouvir a voz da natureza. É ela que nos diz quando algo está errado, principalmente à noite! – aconselha Joshua.

(...)

sábado, 10 de agosto de 2019

Pai eu te amo!


Pai eu te amo, é uma frase linda. E deve ser dita diariamente. A família é a base, o alicerce. E pai é só um por toda a vida. Sinta o momento que seu coração bate para amar seu pai.

Feliz de quem tem seu genitor vivo, para abraça-lo, beijá-lo e amá-lo.

Eu ganhei bola e outros brinquedos no natal, no aniversário e em outras datas comemorativas. Não me lembro de ter dito nenhuma vez essa frase. Eu o perdi muito cedo, com menos de doze anos. Mas recordo-me que ele disse que me amava.

Hoje, como pai e avô que sou, aconselho aos filhos amarem seus pais. A vida é muito curta e quando se pensa que não, já foi. Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. O importante é o agora. Amanhã pode ser tarde. Os filhos são bênçãos de Deus e um dia serão pais.

Palavras vazias o vento leva. Deixe que seu coração fale.

Feliz dia dos pais!

Carlos Holanda 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

SINAIS, A VIDA PREGA PEÇAS

Por Carlos Holanda


Um acidente entre um automóvel e uma carreta deixa vítimas graves na BR. O carro corre o risco de explodir, enquanto que a trucada, como um gigante, permanece quase intacta, sim, porquê tem um chassi de ferro e aço, muito mais resistente de que os veículos fabricados atualmente, que mais parecem caixas de papelão.

Um garoto com ferimentos graves, de aproximadamente oito anos, é resgatado e levado para um hospital da cidade mais próxima. O homem, porém, está numa situação mais complicada, desmaiado, preso às ferragens, que precisam ser cortadas para retirá-lo.

O corpo de bombeiros chega, e a situação é contornada. Gravemente ferido, e, correndo o risco de morrer, é conduzido a um pronto socorro de emergência. Pouco tempo depois, uma explosão afasta os transeuntes do lugar. O fogo consumiu praticamente todo o veículo.

A vida prega peças. Pai e filho internados em hospitais diferentes e distantes um do outro.

As seqüelas causadas pelo acidente, são muitas. Um pai em estado de coma. Um filho aleijado numa cadeiras de rodas. Psicologicamente, as vítimas, antes saudáveis, já não são as mesmas.

***

- Filho, acorda. Acorda.
- Pai, tive um sonho ruim.
- Eu também. A gente não vai mais viajar.
- O que vamos fazer?

- Pescar. Está um lindo dia.