95.000 empresas encerraram suas atividades comerciais no país até agora, deixando milhares de pais de família desempregados. Vamos supor que cada empresa tivesse apenas 20 funcionários, que é um número pequeno, então teríamos aí quase dois milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. É dessa forma que o governo federal quer retomar a economia do Brasil?
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
DINHEIRO ACHADO
Dinheiro achado em calçada alta é quase um milagre, mas achar o que foi perdido provavelmente dentro de casa é uma bênção.
Minha irmã jurava e atestava que tinha perdido uma cédula de R$ 50,00 dentro de casa e estava cobrando a gente.
– “Bora gente, procura aí, pra ver se encontra, eu só fui no mercadinho e tenho certeza que recebi o troco certinho!”
- Olha direito, se não está nos bolsos, no carro, numa sacola. Falei.
Já passava das 16 horas. Então, um amigo dela a chama do lado de fora da casa. Foi atendê-lo, e quando terminou de conversar, ficou algum tempo, encostada no carro que estava estacionado na porta, olhava para um lado e outro, acho que pensando onde poderia estar seu rico dinheirinho. Baixou a vista, e entrou sorrindo, gritando – Achei, achei!
A outra perguntou – Estava aonde mermã?
- No chão. Dobradinho. Na beira da calçada.
Olhei pra ela e disse – Esse teu amigo é um azarado. Não teve a sorte de encontrar essa “oncinha” na calçada.
- Graças a Deus! Eu já tinha até me apegado com São Longuinho.
Ironizei - Pois cuida em dar teus pulinhos.
Carlos Holanda
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
QUEBREI MEUS OVOS
Quebrei meus ovos
Tem coisa que a gente pensa que só acontece com os outros e outras que a gente só vê naquelas comédias pastelão.
Nós temos o péssimo hábito - ou o bom humor - de rir da miséria alheia. Quer um exemplo? Se alguém tropeça e cai, ou como costumamos dizer por essas bandas, fulano levou uma topada e largou o rabo no chão. Vendo a cena, a gargalhada é geral. E agora, com a alienação do celular, ao invés de sermos solidários, filmamos, fazemos fotos, selfies e postamos nas redes sociais, como se tivéssemos o direito de expor a imagem alheia; nós, literalmente.
Pois bem, aconteceu comigo. Há algum tempo, comprei um par de barbeadores, um isqueiro e uma cartela de ovos num mercadinho perto de casa. Nem pedi sacola. Eles amarram com aquele barbante sintético e dão um laço pra finalizar. Quando saí, escorreguei na calçada, o laço desatou e voo ovo pra todo lugar, pensei até que os pintos já nasceram voando. Tinha mais ovo no chão de que na testa daquele político. Muita gente riu de mim, até eu. Fiquei meio sem jeito, mas voltei e comprei outra cartela de ovos, e dessa vez, tive o cuidado até entrar no carro. Percebi também os olhares me seguindo novamente.
Naquela época ainda não se ouvia falar em rede social por aqui. Se fosse hoje, teria viralizado. É, todo mundo paga mico.
Carlos Holanda
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
sábado, 13 de fevereiro de 2016
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