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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Para que servem os cupins?

 


Os cupins, assim como outros invertebrados serviam como fonte de alimento para os ameríndios e para os nativos das Américas.

Todo artista tem apreço e amor por sua obra e eu não sou diferente. O fato de ter uma variedade grande de telas de todos os tamanhos deixa-me sem espaço em casa. As paredes estão lotadas. Outras estão embaladas, mas algumas estão amontoadas, e entre elas, encontrei duas com cupins. Os bichinhos malditos comeram por dentro a madeira e chegaram à lona das telas. Fiquei triste. Como há males que vem para o bem, talvez seja um sinal para dedetizar a casa, o teto. Melhor prevenir.

Esse tipo de inseto é uma praga altamente perigosa, e pode ser encontrada num único hectare de floresta tropical ou de savana, mais do que em toda a América do Norte e Europa juntas.

Cupins podem chegar facilmente ao nono andar de um prédio em pouquíssimo tempo.

Aqui em Teresina, por exemplo, o teto da Igreja São Benedito despencou em função da infestação de cupins.

Indígenas do noroeste amazônico incluíam em suas dietas os cupins que desempenhavam o papel de sal, uma vez que apresentavam sabor salgado. Os índios Desâna e outras etnias, das margens do rio Uaupés e seus afluentes, coletavam os insetos enfiando um funil feito de folha de bananeira-brava no orifício do cupinzeiro.

Muito apreciados eram os cupins amarelos que eram comidos vivos ou assados após saírem dos buracos em dias de chuva. Outro tipo, sem asas, era ingerido de maneira semelhante. Os índios Enawenê-nawê, do Mato Grosso, consumiam o cupins subterrâneos após colocá-lo em recipiente com água e depois, removia-os e os aqueciam levemente sobre um prato de cerâmica levado ao fogo.

De duas uma, ou eles comem as telas ou viro índio e como eles.


Carlos Holanda

sábado, 22 de dezembro de 2018

Isto não é um cachimbo, de Magritte


Representante do surrealismo, o pintor belga René Magritte criou obras polêmicas como Ceci n'pas une pine. O quadro de 63,5cm × 93,98cm foi pintado entre 1928 e 1929 e atualmente pertence a coleção do Museu de Arte do Condado de Los Angeles.
A obra fazia parte de uma série revolucionária intitulada A traição das imagens, que procurava questionar os limites da representação. O trabalho do pintor fomentou uma série de discussões filosóficas como o ensaio composto por Michel Foucault.