Lenda da região Nordeste
Diz a lenda que, há muito tempo, uma noite se prorrogou muito, parecendo que nunca mais haveria luz do dia. Era uma noite muito escura, sem estrelas, sem vento, e sem barulho algum dos bichos da floresta, era um grande silêncio. Os homens viveram dentro de casa e estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Era uma noite sem fim. Os dias foram passando e a chuva começou, esta chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo.
Uma grande cobra que vivia em repouso num imenso tronco despertou faminta e começou a comer os olhos de animais mortos que brilhavam, boiando nas águas. Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tantos olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou brilhante como fogo e transparente. A cobra se transformou num monstro brilhante, o Boitatá.
Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando elas entram na mata à noite. Mas muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios.
Acredita-se que este mito seja de origem indígena e um dos primeiros do folclore brasileiro.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Nossas Lendas: A língua da Raimunda Macaca
A língua da Raimunda Macaca
Em União acredita-se que o que mata uma pessoa ferida por algum motivo ou mordida de cobra não é o veneno, e sim, o veneno da língua de quem fala com a pessoa após a mordida. Desta maneira, quando a pessoa é picada, procura logo se esconder dentro da mata, numa palhoça ou esconderijo, ficando isolada do contato humano durante quarenta e oito horas para evitar ser contaminada.
Famoso é o caso de Raimunda Macaca.
Certo dia um homem foi ferido com um facão e o povo conseguiu estancar o sangue, colocando ervas e emplastros de folhas de bananeiras no ferimento. Depois de algum tempo, já próximo de cicatrizar, encontrou com a Raimunda Macaca, que de longe perguntou: - O que foi isso? Como aconteceu? Imediatamente o sangue começou a jorrar. Por conta desse e de outros eventos, o povo de União diz:
- Deus nos proteja da língua de Raimunda Macaca!
- Deus nos proteja da língua de Raimunda Macaca!
Foto Web Divulgação
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