sexta-feira, 1 de junho de 2018

Colecionador de amigos

                                                                 Foto web divulgação

Chaveiros, carrinhos, moedas, bonecos de séries, canecas, canetas, carros antigos, armas, selos, obras de artes e cédulas são objetos de consuma e de estima entre outros de muita gente mundo afora.
Tem alguns desses itens que eu coleciono. Divirto-me com isso.
Algumas pessoas não dispõem de tempo e tampouco de sensibilidade, ou capital para colecionar objetos. Aliás, o valor nem sempre está no objeto, mas, no apreço; está na relação de amor, na afeição que a pessoa tem a ponto de não querer se desfazer.
Entre todas as coisas do mundo, a melhor coleção que um indivíduo pode ter é a de amigos. Isso é impagável.
Preservar amizades é fundamental.
Carlos Holanda

Ato de loucura

Foto web divulgação

Recém-casados decidem passar o final de semana no sítio da família. Ajeitam as malas no carro e ganham a estrada. É uma viagem tranquila e até romântica.
A casa é suntuosa. Tem paredes e portas de vidro fumê na frente. O caseiro hoje está de folga. Nada os incomodará, pelo menos por enquanto.
O dia passa. A noite chega. As luzes do quintal estão acesas. Ela vai para o chuveiro. Ele deita-se de frente para o quintal e vê a lua refletida na piscina. De repente, um barulho na porta da cozinha. Era como se alguém batesse pedindo para entrar e ele vai averiguar. Para sua surpresa é um filhote de doberman, a coisa mais linda. O rapaz o afaga, mostra para a esposa e os dois decidem que naquela noite o cachorrinho dormirá na sala.
O casal vai para a cama e dorme. A porta do quarto ficou entreaberta e pouco tempo depois um enorme cão se projeta e rosna acordando-os.
– Santo Deus! Mas o que é isso? - Indaga o homem que, automaticamente saca uma arma da gaveta do criado mudo e dispara contra o animal. O cachorrão desvia-se como se fora ensinado e ataca ferozmente. Morde a mulher na jugular e só falta estraçalhar. Depois e rapidamente some do local.
Há sangue espalhado nos lençóis e no chão. As marcas de tiro estão evidenciadas nas paredes e na cama.
Vizinhos que ouviram a sequência dos disparos avisam à polícia. Pouco tempo depois as viaturas chegam ao local e os policiais o prendem pela morte da esposa. O marido nega o crime e afirma que foi um cachorro negro, gigante, que a estrangulou, mas a polícia não vê nenhum animal na casa e afirma que ele – o rapaz – não satisfeito em tê-la mordido no pescoço ainda desferiu três tiros na vítima.
– As provas são suas digitais, DNA na saliva e no sangue, cápsulas deflagradas e a arma do flagrante – disse o detetive.
Carlos Holanda

O tesouro de Cristina

                                                               Foto web divulgação

Os pais de Cristina eram arqueólogos e se conheceram em um sítio arqueológico, numa dessas pesquisas em busca de relíquias. Encontraram um baú que mais parecia uma tumba e deram um jeito de leva-lo para casa. Algum tempo depois, levaram-no para uma cabana de sua propriedade afastada da cidade.
O destino é cruel em certos casos. O casal morreu em um acidente de carro quando iam voltar para casa e foram sepultados no terreiro da cabana. Provavelmente uma maldição os engoliu. Não tiveram tempo de abrir a grande caixa de madeira envelhecida pelo tempo.
Um ano depois, Cristina manda celebrar uma missa para seus pais e logo após, decide ir até a cabana para acender umas velas em sua intenção. A moça não sabia da existência do baú. Era um segredo absoluto mantido pelos pais, mas, curiosa, ela resolve dar uma olhada em tudo quanto é objeto mantido ali.
No canto empoeirado, coberto com lona e cercado por teias de aranhas, está o enorme baú. Cristina consegue abri-lo, e dentro encontra uma maleta folheada a ouro.
– Meu Deus! É um tesouro! – exclama a moça. E com muito trabalho, usando alicate, martelo e uma pequena alavanca consegue abrir. Para sua surpresa, uma cortina de fumaça esverdeada toma conta do ambiente e logo uma voz rouca sussurra – Venha! Estava esperando por você para me libertar em seu corpo.
Cristina foi sugada para dentro da caixa de ouro, e assim, esperará alguns anos para ser libertada também.
Carlos Holanda

Crimes perfeitos?

Imagem web - meramente ilustrativa

A cidade está em pânico e de luto. Um serial killer frio e calculista vira notícia e cai na boca do povo há um ano. Sete mulheres foram assassinadas brutalmente. A polícia investiga os vários casos, mas, o facínora não deixa pistas.
Na penumbra da boca da noite em uma ruela, o assassino que já seguia uma loira – sim, ele só mata mulheres brancas e ruivas, talvez seja por alguma frustração de infância – consegue mais uma vez satisfazer seu desejo sórdido com alto grau de perversidade: matar e escalpelar a moça.
Quando já havia terminado seu “trabalho”, ouve um barulho, uma lata de refrigerante que foi chutada sem querer por alguém. Um cachorro late distante. Ele se assusta ao perceber que pode ser uma testemunha. E é. Uma garota negra que voltava da escola o vê claramente com o escalpo da moça nas mãos ensanguentadas. O mal elemento usa frequentemente estilete, mas, não anda desarmado, então, pela distância, saca um revólver e atira. A moça cai. E ele corre para certificar-se de que a matou. Acertou na perna. Atira mais uma vez e é interrompido pela sirene de uma viatura que por ali passava ocasionalmente. O bandido foge, enquanto os policiais vão socorrer a vítima. Não dava para persegui-lo, uma vez que a prioridade era chamar uma ambulância e verificar o cadáver da outra mulher.
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Não existe crime perfeito. Cedo ou tarde os bandidos caem nas garras da justiça e vão para detrás das grades.
O erro cometido foi pensar que a garota negra havia morrido, e isso não aconteceu. Quando ela se recuperou, ainda no leito do hospital, descreveu o meliante como ela viu e logo foi providenciado um retrato falado, além do mais, os policiais viram o assassino e calcularam seu peso, altura e constataram o mesmo modus operandi, daí em diante e em poucos dias descobriram a identidade do serial killer e o prenderam.
Ninguém está seguro, mas esse, não terá advogado que o tire da cadeia. Apodrecerá no xilindró.
Carlos Holanda

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Garrafas decorativas II

A artista visual Neide Holanda cria artes fantásticas em garrafas decorativas para escritórios, apartamentos, residências e para colecionadores. A artistas utiliza miçangas, barbantes, botões, biscuit, impressão a laser, guardanapos, sementes e texturiza de forma delicada.

























Ato de loucura


Recém-casados decidem passar o final de semana no sítio da família. Ajeitam as malas no carro e ganham a estrada. É uma viagem tranquila e até romântica.
A casa é suntuosa. Tem paredes e portas de vidro fumê na frente. O caseiro hoje está de folga. Nada os incomodará, pelo menos por enquanto.
O dia passa. A noite chega. As luzes do quintal estão acesas. Ela vai para o chuveiro. Ele deita-se de frente para o quintal e vê a lua refletida na piscina. De repente, um barulho na porta da cozinha. Era como se alguém batesse pedindo para entrar e ele vai averiguar. Para sua surpresa é um filhote de doberman, a coisa mais linda. O rapaz o afaga, mostra para a esposa e os dois decidem que naquela noite o cachorrinho dormirá na sala.
O casal vai para a cama e dorme. A porta do quarto ficou entreaberta e pouco tempo depois um enorme cão se projeta e rosna acordando-os.
– Santo Deus! Mas o que é isso? - Indaga o homem que, automaticamente saca uma arma da gaveta do criado mudo e dispara contra o animal. O cachorrão desvia-se como se fora ensinado e ataca ferozmente. Morde a mulher na jugular e só falta estraçalhar. Depois e rapidamente some do local.
Há sangue espalhado nos lençóis e no chão. As marcas de tiro estão evidenciadas nas paredes e na cama.
Vizinhos que ouviram a sequência dos disparos avisam à polícia. Pouco tempo depois as viaturas chegam ao local e os policiais o prendem pela morte da esposa. O marido nega o crime e afirma que foi um cachorro negro, gigante, que a estrangulou, mas a polícia não vê nenhum animal na casa e afirma que ele – o rapaz – não satisfeito em tê-la mordido no pescoço ainda desferiu três tiros na vítima.
– As provas são suas digitais, DNA na saliva e no sangue, cápsulas deflagradas e a arma do flagrante – disse o detetive.
Carlos Holanda

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Voto de cabresto


O cabresto é uma espécie de arreio feito de corda ou couro, não possui freio ou embocadura e serve para controlar a marcha de animais como cavalos, jumentos, burros e bois.



No Piauí, assim como no resto do país, substituíram os termos pelo eufemismo “reduto eleitoral”, soa mais bonito e não dá a conotação da compra de votos pelos políticos.

Continua existindo o voto de cabresto em alguns lugares do Brasil, inclusive aqui, e esse é um sistema de controle de poder político através da compra de votos com a utilização da máquina pública ou o abuso de poder. É um mecanismo muito recorrente no interior do país como característica do coronelismo.

A preocupação da justiça eleitoral é estabelecer regras quanto à boca de urnas no dia da eleição, mas, o crime acontece durante um mês e prossegue semanas antes até às vésperas do dia D.

Isso não é segredo e não há como evitar. Eleitor e políticos são cúmplices.

Carlos Holanda

Assessor X Aspone



Há alguns anos, quando não existia curso de jornalismo no Piauí, já havia dois tipos de assessores: o de imprensa e o parlamentar. O primeiro preparava releases para os jornais impresso, rádio e TV; o segundo cuidava de assuntos políticos, da imagem do eleito e muitas vezes assumia a chefia de gabinete para resolver problemas outros ou criar uma barreira entre o povo e o chefe.

Sem querer entrar no mérito da questão, mesmo sem haver o curso à época, muitos sindicalizaram-se sem diploma – alguns com certificado do curso de letras e/ou advocacia.

O que não entendo é como um parlamentar na Câmara Municipal, num gabinete apertado com quatro salas pode ter até 20 assessores; e ainda assim, receber o povona Assembleia Legislativa cada deputado pode ter cinquenta ou mais e no governo do estado até – pasmem – trezentos e quarenta para o líder maior.

Não há como acomodar tanta gente em tão pouco espaço nas três esferas, ou pode desde que trabalhem em casa usando a internet e ganhando acima do piso salarial oficial jornalístico.

Pode se dizer que tem cabide para todo lado e aspone também.

Carlos Holanda

Garrafas decorativas

A artista visual Neide Holanda cria artes fantásticas em garrafas decorativas para escritórios, apartamentos, residências e para colecionadores. A artistas utiliza miçangas, barbantes, botões, biscuit, impressão a laser, guardanapos, sementes e texturiza de forma delicada.























sexta-feira, 4 de maio de 2018

Ilustrações do artista Carlos Holannda

Ilustrações do artistas visual Carlos Holanda feitas com esferográfica e tinta nankin

                                                                           Castro Alves

                                                                              Clodovil

                                                                     Fernando Pessoa

                                                                         Floriano Peixoto

                                                                       Gonçalves Dias

                                                                         José de Alencar

                                                                       Luis Inácio Lula

                                                                 Machado de Assis

                                                                  Maurício de Sousa

                                                                             Olavo Bilac

                                                                           Rui Barbosa

                                                                           Santos Dumont

                                                                               Silvio Santos

                                                              Vinícios de Moraes