Em
1640, a cidade Greifswald,
na Alemanha, foi atacada por um grupo de lobisomens. A quantidade de lobos
havia crescido consideravelmente na época e fez com que o medo se espalhasse
pela região. Motivados por seus ideias, e pelas lendas que surgiram a respeito
da alcateia que os circundava, um grupo de estudantes decidiu reagir. Eles
juntaram todos os seus pertences de prata, desde pratarias até botões, e
fizeram sua munição. Eles saíram em busca dos animais e logo os exterminaram.
Depois disso os moradores da cidade conseguiram se acalmar.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
História de Lobisomem 1 - Manifesto em Dole
Foto divulgação da Web
Alguns
ataques começaram a acontecer na cidade de Dole, no século XVI e
foram logo classificados como obra de um lobisomem. Para deter a criatura um
manifesto foi feito em meio à comunidade convidando seus moradores a se
juntarem na cassada ao animal. A declaração feita permitia que eles rastreassem
e matassem a criatura quando a encontrassem e foi aí que a busca começou.
Depois
de adentrarem a floresta os camponeses ouviram o grito de uma criança seguida
pelo uivo de um lobo. Quando a encontraram ela estava ferida e continuava
sofrendo ataques do animal. Mais tarde, quando um menino de 10 anos desapareceu
na cidade, acusações se voltaram para um homem chamado Gilles Garnier.
Ele confessou ser um lobisomem após ser preso, foi queimado pelos seus crimes.
O circo
Foto da web
Em Pedro II uma vez ou outra chegava um circo. Eu morava no
Bairro Cruzeiro e lá havia um espaço enorme, com um cruzeiro de madeira e um
tanque redondo de cimento. Foi onde armaram o “Gran Circo América”, que de
grande mesmo só tinha as lonas. Atrativos, só as dançarinas, os palhaços, o
mágico, os trapezistas, os malabaristas e os motoqueiros do globo de ouro.
Bem, o fato é que eu tinha uns 12 anos, e nesse dia “varei”
(entrei escondido) e me acomodei na arquibancada, bem na frente do picadeiro,
pra ver de perto o espetáculo. Lá para as tantas, o homem da cartola, o famoso
apresentador, chama cinco pessoas pra cantar qualquer música e anuncia que o
mais aplaudido ganharia um prêmio. Ora, eu só sabia cantar uma música do Luiz
Gonzaga (Cigarro de palha); já tinha quatro no palco, e eu levantei a mão e
fui. Só euzin aqui era criança entre os cinco, loirinho dos olhos verdes,
bonitinho. E pois não é que fui o mais aplaudido com a música do Gonzaga. E
adivinha o que era o prêmio? Uma lata de talco cachmire bouquet e dois
sabonetes. Acho que acharam o loirinho bonitinho no meio dos adultos. Se
soubessem que eu tinha entrado escondido, jamais eu tomaria banho com esse
sabonete. Escapei fedendo, mas ganhei. E pensar que essas coisas só acontecem
em filmes. Rsrsrs
Carlos Holanda
A Caçada
Foto da web
Quando eu era um menino assim duns treze anos e morava em
minha terra natal, Pedro II, fui passar um final de semana na aroeira, interior
onde moravam meus tios. Lá chegando, como ainda era cedo, tomei café com leite
mugido e tapioca. Com a pança cheia, pedi ao meu tio a espingarda para caçar
ali por perto. Os caroços de chumbo eram guardados em um chifre de boi,
daqueles bem lixados. Era uma obra de arte que a gente carregava a tiracolo. A
espingarda era uma bate bucha, bem conservada e ele tinha ciúmes dela, mesmo
assim me entregou e disse:
–– Tenha cuidado com as cobras!
–– Certo tio! Volto ao meio dia. Ele acenou com a cabeça e eu fui. Me
embrenhei no mato. A folhagem seca não me deixava ser tão silencioso. Depois de
muito andar, avistei um jacu. Parei, me apoiei no tronco duma árvore e me
aprumei pra mirar. Parecia um caçador de verdade. O silêncio reinou entre nós
naquele momento e, não mais que de repente, como dizia o poeta, ouvi um
farfalhar no chão. Olhei pro Jacu e ele estava lá, imóvel. O barulhinho
aumentava e se aproximava de mim. Adivinha o que era? Uma aranha gigante, uma
tarântula, sei lá. Amarelei. Fiquei com o cu que não cabia um cabelo, e aí não
deu outra, foi sebo nas canelas. Cheguei em casa da cor duma flor de algodão,
suado, com o coração já pra sair pela boca. Meu tio foi logo indagando:
–– O que houve rapaz, não tá nem com uma hora que você saiu? Pra quem disse
que só viria ao meio dia. Que diabo você viu, foi alma? Cadê a espingarda?
–– Tio, uma aranha do tamanho dum prato avançou em mim. (Olha o tamanho da
mentira). A espingarda ficou por lá. Mas o chifre tá aqui.
–– Ô cabra frouxo. Armado e com medo de inseto. Nunca será um caçador de
verdade.
Pois não é que ele foi buscar a espingarda e ainda trouxe uma
penca de nambus e preás para o almoço.
Carlos Holanda
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
sábado, 3 de agosto de 2019
Assinar:
Postagens (Atom)































