terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nossas Lendas: Alice

ALICE
Alice era uma moça bonita, filha de uma família importante e rica. Um dia Alice foi à praia de Atalaia, em Luís Correia e desapareceu.
O pai, desesperado, contratou todos os pescadores para tentar encontrar o corpo, mas foi em vão. Nunca conseguiram nem sinal.
Corre a boca miúda entre os pescadores e moradores do lugar que, para desencantar Alice, é necessário ter coragem, pois ela transformou-se numa enorme serpente marinha. Primeiro precisa-se de quatro objetos virgens: uma faca, um espelho, um pente e uma toalha. Segundo, esperar na praia em noite de lua cheia, à meia noite, contar sete ondas, e na sétima onda, abrir com a faca, de onde sairá a serpente. Após esse ritual, o pretendente terá que cortar o rabo dela a qualquer custo e correr sem olhar pra trás.
Alice então desencantará e cobrirá sua nudez com a toalha ali deixada; penteará seus longos cabelos mirando-se no espelho. Em seguida, Alice irá procurar o pescador que a desencantou e com ele se casará dando-lhes enorme fortuna.

                                                            Foto Web Divulgação

Nossas Lendas: Num se Pode

É uma lenda tipicamente teresinense. Conta a história de uma linda mulher que, tarde da noite, aparecia na praça Saraiva ostentando sua beleza debaixo de um dos lampiões ali existentes. Movidos por aquela bela aparição, os homens se aproximavam para conversar ou, quem sabe, aventurar mais uma conquista. Ao chegarem perto, a linda mulher pedia um cigarro, e quando recebia começava a crescer, crescer, até atingir o topo do lampião de gás e nele acender o cigarro. Enquanto crescia, ela repetia: “num-se-pode, num-se-pode, num-se-pode..."
Ilustração de Herbert Véras Viana, que resolveu colocar o relógio da Praça Rio Branco e o Teatro 4 de Setembro no cenário.


Poster com arte Di Holanda

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

L.A.N.Ç.A.M.E.N.T.O!

 Poster com #ARTESDIHOLANDA Coleção com 100 posteres diferentes - com 100 unidades de cada, autenticadas, numeradas e autografadas.
Pedidos: diholanda44@gmail.com


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Frase de Carlos Holanda


quarta-feira, 4 de maio de 2016

A violência vem de moto, a palavra também.

As pessoas andam assustadas e desconfiadas até da sombra. Quando ouvem o barulho de moto, já arregalam os olhos pra prestar atenção e se preparam para o pior. Não que quem ande de moto tenha culpa, ou seja bandido. Toda regra tem exceção.
Outro dia, o cidadão chegando em casa, num carro semi-novo, à boquinha da noite, enquanto abria o portão, foi surpreendido por dois motoqueiros. Um de cada lado. Foi tudo tão rápido, que ele nem percebeu de onde vinham. Não deu tempo nem de se benzer. O medo gelou-lhe a espinha. E ele pensou que daquela noite não passaria. Pronto. Vão levar o carro. Concluiu, já que morava em um bairro perigoso e violento. Imaginou mil coisas.
Os motoqueiros desceram das motos, cada um com uma bíblia na mão.
Eram dois pastores, pregando a palavra de Deus.
Carlos Holanda

APARÊNCIAS

Um homem alto, de idade média, branco, de olhos azuis, bem vestido, colar de ouro, relógio de ouro, celular top de linha, estaciona a camionete cabine dupla, na frente do barzinho chic, daqueles bem arquitetados e rústico, próximo a uma faculdade. Senta-se e pede um drink. Logo, chama a atenção das garotas.
Elas se entreolham, não veem aliança na mão esquerda e pensam: ora, deve ser um bon vivant, um bom partido. É então que a loira comenta com a colega que vai arriscar, aventurar. Dito e feito.
Sem delongas, e, pouco tempo depois, ambos estão entre beijos e abraços dentro do carro. Então, ele a convida para terminar a noite em sua mansão, faz algumas promessas e ela acredita. Claro. Como não aceitar tanta mordomia? E vão. Os dois fazem a festa na suíte principal da casa. Bebidas caras, caviar, chocolates e fantasias sexuais, pra variar...
De manhã, muito cedo, um dia antes do combinado para voltar, o patrão chega de viagem com a esposa e filhos. Percebendo a patifaria que seu motorista e caseiro fez em sua residência, principalmente em seu quarto, demite-o por justa causa e o coloca no olho da rua, só com a roupa do corpo. Quanto a loira...ah, essa é uma outra história.
Carlos Holanda